Edu explica saída do Corinthians, deseja sorte a Oswaldo e admite volta

  • Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians

    'Vou voltar a ser apenas torcedor, antes eu era torcedor e dirigente', disse Ferreira

    'Vou voltar a ser apenas torcedor, antes eu era torcedor e dirigente', disse Ferreira

Após deixar o cargo de diretor adjunto de futebol do Corinthians, Eduardo Ferreira concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira, no CT Joaquim Grava. O ex-dirigente explicou sua saída, que foi por conta de divergências com o presidente Roberto de Andrade em relação à contratação do técnico Oswaldo de Oliveira.

"Não é um momento agradável. Pensava em fazer isso (deixar o cargo) só no fim do ano. Pela forma como foi conduzida a negociação com o novo treinador, resolvi respirar novos ares. Queria agradecer ao Roberto, ao Andrés (Sanchez, ex-presidente e pessoa influente no clube) e a todos os funcionários. Toda a comissão técnica, em especial a Fábio Carille e todo elenco", disse Edu Ferreira.

"Nós vínhamos comentando internamente, Alessandro (Nunes, gerente de futebol), Lázaro, Mauro, Carille, sobre outros nomes. Não fui consultado, tinha vários nomes que a gente estava consultando. A Oswaldo, boa sorte a ele, tem tudo para fazer bom trabalho", acrescentou.

Apesar de não concordar com a contratação de Oswaldo de Oliveira, o ex-dirigente desejou sorte ao novo técnico do Corinthians. Edu Ferreira, inclusive, conversou pessoalmente com o treinador, antes da apresentação dele no CT Joaquim Grava.

"O presidente escolhe quem ele quiser, não tenho nada contra o Oswaldo. Me dedico demais. Entrei na sala do professor Oswaldo de Oliveira agora e deixei claro que não tenho nada contra ele, vou torcer por ele", afirmou.

Por fim, Edu Ferreira não descartou voltar algum dia a ter um cargo no Corinthians. Por enquanto, porém, ele disse pensar apenas em ser torcedor.

"Vou voltar a ser apenas torcedor, antes eu era torcedor e dirigente. Foi uma tremenda satisfação, orgulho, o que me dediquei ao futebol. Tudo o que eu podia fazer, eu fiz. Se voltaria? Com certeza, quem sabe um dia volto", declarou.

A ideia inicial de Eduardo Ferreira era pedir demissão no fim do ano, mas viu o processo de contratação do novo técnico como a gota d'água. Principal responsável pelo departamento de futebol, o ex-dirigente vinha sendo muito cobrado, inclusive pela Fiel torcida, e sente-se isolado e também sobrecarregado no cargo. Ele acumulou funções com as saídas do ex-diretor de futebol Sergio Janikian, em maio do ano passado, e do ex-gerente Edu Gaspar, em junho. Outro agravante é o fato de Andrés Sanchez, padrinho político dele, estar cada vez mais afastado das tomadas de decisão do clube.

Agora sem Edu Ferreira, que ficou mais de um ano e meio no cargo, o presidente Roberto de Andrade busca seu novo homem forte do futebol para os próximos meses.

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