G6, longevidade e sucessão: primeiros desafios de Oswaldo pelo Corinthians

  • Mauro Horita/Agif

    Oswaldo de Oliveira assume o Corinthians pela terceira vez

    Oswaldo de Oliveira assume o Corinthians pela terceira vez

Oswaldo de Oliveira foi apresentado pelo Corinthians na tarde de sexta-feira e colocará a mão na massa de vez neste fim de semana: ele comanda o treino que define o time titular neste sábado e fica à beira do gramado no domingo, a partir de 18h30, contra o América-MG. A partida é de grande importância, pois dá possibilidade de chegar ao G6 do Campeonato Brasileiro e iniciar com o pé direito um trabalho que já começou sob pressão.

Além da meta de classificar o Corinthians para a próxima edição da Copa Libertadores, Oswaldo tem dois importantes desafios neste momento da carreira: o primeiro é, enfim, conseguir realizar um trabalho longo em um clube. Depois do Botafogo, em que permaneceu duas temporadas, o treinador não conseguiu pelo menos um ano em todos os seus trabalhos sequentes: Santos (janeiro a setembro de 2014), Palmeiras (janeiro a junho de 2015), Flamengo (agosto a novembro de 2015) e Sport (abril a outubro de 2016). Ele nega que seus trabalhos tenham sido ruins justamente pelo pouco tempo.

"Trabalhos de três, cinco ou seis meses não têm consistência mesmo. Eu acredito nos cinco anos de Japão com nove títulos, nos dois de Botafogo, com título e vaga na Libertadores. Quando há sequência, tempo para trabalhar, o Oswaldo ou qualquer outro vai conseguir resultado. Mas quando ingerências políticas interferem nenhum treinador será bem entendido. Por isso discuto muito essa coisa de que meus últimos trabalhos foram ruins', ele diz.

No Flamengo, por exemplo, foram só 18 jogos no ano passado, sendo que ele entrou justamente no lugar de Cristóvão Borges, como acontece agora no Corinthians. Cristóvão deixou o Flamengo em 13º lugar no Brasileirão após 18 partidas. Oswaldo assumiu logo na sequência, teve o mesmo número de confrontos para trabalhar e foi demitido com o time em 11º. Foram dois degraus subidos no Brasileirão, número que seria insuficiente para o time em 2016, mas ao menos a indicação é positiva: Oswaldo melhorou a condição de uma equipe anteriormente dirigida por Cristóvão.

As missões de suceder Cristóvão com números melhores e conseguir um trabalho mais duradouro na carreira podem depender de classificação para a Libertadores de 2017. O primeiro compromisso é neste domingo, às 18h30, contra o lanterna América-MG. O Corinthians é nono colocado com 45 pontos, atrás de Atlético-PR (oitavo com 45), Grêmio (sétimo com 46) e os times do G6: Fluminense (46), Botafogo (47), Santos (54), Atlético-MG (56), Flamengo (60) e Palmeiras (61). A sorte está lançada.

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