Nova tentativa de venda do Teixeirão termina sem interessados

A terceira tentativa de leilão do Estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto, terminou nesta sexta-feira sem interessados em arrematá-lo. A casa do América-SP está penhorada desde 2013 por causa de dívidas trabalhistas contraídas pelo clube, atualmente na Quarta Divisão do Campeonato Paulista.

Inaugurado em 1996, o estádio foi avaliado em R$ 35 milhões, com lance inicial de R$ 21 milhões e parcelamento em até 30 vezes. As ofertas deveriam ser feitas pela internet. A Justiça do Trabalho deve marcar para 2017 uma nova tentativa de venda. Existe a possibilidade de o Teixeirão ser reavaliado e ter o preço reduzido.

Segundo Rodrigo Rigolon, responsável por promover o leilão do Benedito Teixeira na internet, a crise financeira afastou possíveis compradores. Não é o único problema. Construtoras que consideravam a ideia de investir na aquisição do estádio recuaram, também, por receio de conflitos judiciais com o América.

Uma lei municipal sancionada em 2015, de autoria de um ex-vereador conselheiro do clube rio-pretense, proíbe que a área onde se localiza o Teixeirão seja utilizada com finalidade diferente da esportiva. Isso significa que um grupo disposto a arrematar o estádio não poderia, por exemplo, construir um condomínio ou shopping no local.

As dívidas trabalhistas do Mecão, como o time é apelidado, superam R$ 6 milhões, em valores corrigidos. Cerca de 130 ex-funcionários dependem da venda para receber pelas ações que venceram na Justiça. O ex-lateral Ambrózio, que trabalhou no América durante 55 anos, está entre os credores.

O Teixeirão demorou 17 anos para ser erguido. Com capacidade para 50 mil pessoas, era o segundo maior estádio do interior paulista, só atrás do Santa Cruz, de Ribeirão Preto. Atualmente, suporta um público máximo de 37 mil torcedores.

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