Jesus justifica emoção: 'Últimos jogos com a camisa que aprendi a amar'

Gabriel Jesus não ligou para os gritos de "chorão" que ouviu da torcida do Atlético-MG ao ser substituído na partida desta quinta-feira, no Independência. O jovem de 19 anos, que foi às lágrimas ao marcar o gol do Palmeiras no empate por 1 a 1, explicou que está difícil segurar a emoção com a proximidade de sua partida para o Manchester City (ING), em janeiro.

- As pessoas falam que sou chorão, mas pô, quem não é movido a emoções? Quem não chora? Acontece. As pessoas têm de ver o meu lado, porque tenho 19 anos e estou tendo muitas oportunidades. São meus últimos jogos pelo Palmeiras, minha vida vai mudar completamente, eu sei disso. Não só a minha, mas a da minha família. Fiquei emocionado pelo gol porque estava precisando, não só eu, mas a equipe. Estou emocionado por serem os meus últimos jogos com essa camisa que eu aprendi a amar tanto - disse o camisa 33.

Enquanto dava entrevista, o jogador avisou que precisaria escolher bem as palavras para não chorar novamente. Ele até falou de forma pausada e ficou com os lábios trêmulos, mas se segurou.

- A ansiedade a gente consegue segurar, a emoção é que é difícil. Eu amo jogar futebol, jogo desde pequeno. Quem duvidar pode perguntar para qualquer um. Quando não estou aqui, estou jogando videogame, e é futebol. Isso me move muito, então fico muito emocionado - explicou.

O gol diante do Galo encerrou um jejum de oito partidas de Gabriel Jesus pelo Palmeiras. O técnico Cuca festejou o fato e rasgou elogios ao amor que o atacante tem demonstrado pelo Palmeiras - ele jogou pela Seleção Brasileira no Peru, terça-feira.

- Muito bom, sai um peso, uma cobrança até excessiva que existe em cima do menino. Ele jogou até 2 horas da manhã lá no Peru, viajou para cá, se doa, se aplica, se emociona, como se emocionou no gol. Acho que o torcedor palmeirense tem de valorizar, e muito, esse menino. Eu não sei se eu, na situação que ele está, teria tanto amor por um clube como ele está mostrando ter pelo Palmeiras. Ele não teria essa necessidade. Campeão olímpico, na Seleção, vendido para um dos maiores clubes do mundo, e se dedicando na busca pela conquista do campeonato. Se a gente vier a ter essa conquista, ele tem de ser uma pessoa muito enaltecida - disse Cuca.

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