No ano em que mais jogou, 'fominha' Fagner ainda busca meta no Timão

O Corinthians terminará a temporada seguinte ao incontestável título do Brasileirão sem novas taças para erguer, mas engane-se quem pensa que o ano já acabou. Com 54 pontos, o Timão recebe o Atlético-PR neste sábado, às 21h, em Itaquera, e qualquer resultado positivo proporciona à equipe a chegada ao G6 faltando só um jogo para o fim do ano. Para o lateral Fagner, um dos líderes do elenco, a vaga na Libertadores de 2017 seria um prêmio (para o time e para ele) em um ano marcado negativamente.

Apesar de o Timão não reviver seus melhores momentos neste ano, Fagner teve uma temporada especial. Jogador de Seleção Brasileira após a chegada de Tite à CBF, ele melhorou todas as suas marcas pessoais no clube: número de jogos, gols e até mesmo as assistências.

- Fico muito feliz com essa marca. Pelo ano, pela sequência do trabalho, porque nas outras temporadas eu sempre estive entre os que mais jogaram, quinto, sexto, sétimo. Então, fico contente por ter essa regularidade em quantidade de jogos, o que é muito importante na carreira do atleta. Jogar muito significa que você se lesiona pouco e está sempre disposto a ajudar - reflete o camisa 23 do Timão, em entrevista ao LANCE!.

Fagner soma 56 partidas no ano e independentemente do que ocorrer nos dois últimos confrontos, diante de Atlético-PR e Cruzeiro, ele será o recordista de jogos do clube em 2016 - Uendel e Romero têm um a menos. Em 2014 e 2015, o lateral-direito esteve entre os que mais participaram, mas fora da primeira posição. E justamente no ano em que atuou mais vezes, Fagner conseguiu ser mais efetivo e útil ao Timão: foram três gols marcados e nove assistências, fundamento em que é líder do time.

Está tudo muito bom, tudo muito bem, mas... falta alguma coisa. E essa "coisa" estará em jogo hoje à noite, em Itaquera: a busca por uma vaga na Libertadores do ano que vem.

- Essa vaga pode pontuar as coisas boas que fizemos. Quando começou a reformulação e muitos jogadores saíram, logo depois a comissão técnica também se trocou, muitos disseram que a gente brigaria para não cair, e agora estamos brigando por vaga na Libertadores. Isso pode premiar o esforço, a persistência, o nosso querer que as coisas dessem certo apesar das dificuldades - diz.

A razão do sucesso nos números é explicada por Fagner pela maturidade adquirida no Timão. Aos 27 anos e na terceira temporada consecutiva no Parque São Jorge, ele é um dos únicos remanescentes do time campeão brasileiro de 2015. E sabe o peso do jogo de hoje para o ano terminar sem traumas. Só falta essa vaga...

- É uma decisão, por se tratar de um concorrente direto. Não podemos perder de jeito algum - brada.

BATE-BOLA com FAGNER

LATERAL DO TIMÃO, AO L!

A sequência na Seleção Brasileira tornou sua temporada mais especial?

Sem dúvida foi uma temporada especial individualmente falando. O sonho de todo atleta é defender sua seleção e eu tive a oportunidade de estar junto nas últimas três, o que me deixou muito feliz e motivado, porque se manter é difícil. Temos que procurar estar sempre evoluindo e isso que estou procurando, para que 2017 seja ainda melhor que 2016.

Você tem notado essa evolução do ano passado para este?

Acho que é a maturidade que nos mostra muitas coisas de bom e ruim. Você pode se corrigir em muitas coisas que antes talvez você não visse. Algo que antes eu não enxergava hoje tenho a visão. Essa maturidade você adquire com o tempo. Esse tempo veio a maturidade e as coisas aconteceram de uma forma bem positiva e natural.

Em que sentido você acha que evoluiu?

Hoje em dia um jogador não pode mais ser como aquele de antigamente, que entrava e resolvia na técnica. Você pode se aprimorar do lado de fora também. Eu e o Uendel, que concentramos juntos, trocamos bastante ideia sobre essa parte científica do jogo, comentamos muito, conversamos, e isso é bom para o crescimento dos dois. Você conseguir trazer coisas de fora, do Cifut, é interessante.

Muito se fala em queda de rendimento sua. Você concorda?

A equipe oscilou bastante nos últimos meses, nos últimos jogos. Tivemos picos, jogos muito bons e jogos muito ruins. Então é natural que num esporte coletivo você oscile junto com a equipe, mas procuramos sempre evoluir, corrigir erros. O importante é reconhecer que tem onde melhorar e buscar melhorar. Se acha que está tudo bem você entra numa zona de conforto e para no tempo.

Recentemente você divulgou uma nota oficial condenando o comportamento de parte da mídia a respeito das suas declarações sobre atrasos de salário. O que te incomodou?

Eu prefiro não estender o assunto, já dei por encerrado. Se eu voltar a comentar o assunto vamos estar reabrindo, prolongando. Prefiro colocar um ponto final e deixar isso do jeito que está.

Qual o peso da partida contra o Atlético-PR neste fim de ano?

Desde quando o Oswaldo chegou tínhamos ciência de que todos os jogos seriam finais, tinham importância para aquilo que a gente queria, que era ficar entre os seis. Amanhã é uma decisão por se tratar de um concorrente direto, então temos que ter bastante inteligência para enfrentar esse jogo, porque o Atlético-PR tem um jogo a mais em casa para fazer ainda e nós não.

Acha que o jogo será definitivo para as ambições do Corinthians?

Não, porque o futebol é muito dinâmico. Se você parar para pensar o Atlético-PR depois da gente tem o Flamengo e nós temos o Cruzeiro. Então o que não pode acontecer é derrota nossa, porque abriria quatro pontos e nós não teríamos mais possibilidade. Mas no futebol tudo é possível. Temos que ter inteligência de encarar o jogo, saber que podemos fazer gol no primeiro ou no último minuto. Na pior das hipóteses o não perder é válido, porque ainda tem mais um jogo.

Qual será o peso da torcida nesta decisão?

O mais importante é sabermos que o torcedor quer que seu time ganhe, jogue bem, e nós esperamos que ele compareça, nos empurre e possa ver tudo isso, porque daremos o nosso máximo. Não vou pensar pelo lado negativo, porque estamos confiantes em fazer um grande jogo. E se fizermos a torcida estará do nosso lado.

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