Diretor cogita Corinthians de verde em tributo à Chape: 'Não existe cor'

O Corinthians pode abrir mão de uma de suas maiores repulsas como forma de homenagem às vítimas da tragédia com o avião da Chapecoense na Colômbia, onde 71 pessoas morreram entre jornalistas, tripulantes, dirigentes, funcionários e jogadores da equipe catarinense. No próximo dia 11, na partida contra o Cruzeiro pela última rodada do Campeonato Brasileiro, o Timão pode ir a campo com camisas, calções e meias verdes, a cor da Chape e também do Palmeiras, maior rival dos alvinegros de São Paulo.

O diretor de futebol do Corinthians, Flávio Adauto, vê o uso de uniforme verde como uma possível quebra de paradigmas em nome do espírito esportivo.

- O torcedor corintiano é inteligente. Muitas vezes perdemos racionalidade pela paixão. Mas neste momento ninguém colocou esta questão da cor como dificuldade, mas sim uma forma de prestar uma homenagem. O Corinthians tem 106 anos, mas este é um momento especial. A rivalidade vai continuar, mas talvez até menor por conta deste ato. Vi a página do Corinthians com aquilo (verde) e vibrei. Foi de uma felicidade muito grande. Quem sabe isso não contribua para que tenhamos um torcedor mais racional do que o que temos hoje. Não só o Corinthians, mas o futebol - disse o dirigente, que falou mais sobre a ideia de usar verde na rodada final do Brasileirão.

- Por mim o Corinthians joga de camisa verde, calção verde, meia verde. Mas tem que ver uniforme um, uniforme dois, conversar com patrocinador, o que acho que não teríamos problema. Vimos modelo, layouts de como seria, camisa branca com distintivo da Chapecoense... Gente, o que for o melhor para o momento e significar participar das homenagens, estaremos fazendo. A cor é o menos importante neste momento - disse.

Além de Flávio Adauto, o gerente de futebol do Corinthians, Alessandro Nunes, também participou da entrevista coletiva na sala de imprensa do CT Joaquim Grava e reforçou a tese em defesa do uniforme verde.

- Não consigo olhar para cor neste momento, olho para a dor, a dor dos amigos e ex-companheiros, parceiros... Olhando para os familiares deles. É impossível, não há rivalidade que possa estar à frente de tamanha comoção. O esporte brasileiro está sofrendo muito. É momento de todos estenderem a mão. Nós, do Corinthians, temos de estender a mão e tentar amenizar esse sofrimento.

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