Luto na Colômbia obriga Santos a paralisar mais duas negociações

A tristeza pelos 71 mortos no acidente que envolveu a delegação da Chapecoense parece não ter fim. Mesmo ao tentar retomar o rumo, a tragédia deixa resquícios que interferem diretamente no dia a dia de quem está envolvido de alguma forma no futebol.

Com o Santos, não foi diferente. Além de ter um acerto com o zagueiro Thiego, falecido no ocorrido, o Peixe teve que paralisar as negociações com a diretoria do Atlético Nacional por Guerra e Berrío.

Dirigentes do Atlético Nacional estão diretamente envolvidos com a tragédia e pediram à Conmebol que fosse dado o título simbólico à Chape, além de ter feito diversas homenagens em território colombiano.

O representante santista em Medellín, Luiz Taveira, sequer tratou das negociações. Isto porque logo que chegou à Colômbia, 15 minutos após o acidente, atuou como tradutor no atendimento de Alan Ruschel, o primeiro jogador encontrado com vida e visitou outros dois.

Como não há clima para tratar de negócios, Taveira retorna nesta quinta-feira ao Brasil e vai marcar uma outra data para encontrar Victor Marulanda e Juan Carlos de La Cuesta, diretor e presidente do Atlético Nacional.

Antes da tragédia, o Santos já sabia que teria dificuldades para comprar a dupla, que jogará o Mundial de Clubes em dezembro.

Para ter o meia venezuelano de 31 anos, que também negocia com o Palmeiras e está em estágio avançado, o Peixe estava disposto a pagar 1,5 milhão de dólares (R$ 5 milhões). Já para ter o atacante de 25 anos, pagaria até 2 milhões de dólares (quase R$ 7 milhões). Pelo fato de Berrío ser mais novo, vale mais.

A estreia do Atlético Nacional no Mundial acontece no dia 14 de dezembro. A ideia é concluir o negócio antes da data, já que os atletas entrarão de férias logo depois da disputa.

O técnico Dorival Júnior quer ter o elenco fechado até o fim da pré-temporada, que agora começará mais tarde, no dia 11 de janeiro, por conta do adiamento da última rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o futuro incerto para todos, o presente é chocante e dolorido. Entre Medellín e Brasil, só há luto e a esperança de dias melhores.

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