Topo

Baptista deve assinar por dois anos e chegará ao Verdão com fiel escudeiro

13/12/2016 07h40

A "era Eduardo Baptista" está prestes a começar no Palmeiras. O clube deve anunciar até o fim desta semana um acordo válido por duas temporadas com o treinador. Será ele o responsável por dirigir o atual campeão brasileiro na Libertadores de 2017.

O acerto está apalavrado desde o dia 1º de dezembro. Como de costume, haverá uma multa rescisória prevista no vínculo - no Palmeiras, o valor costuma ser equivalente a no máximo três salários do técnico.

Baptista deve chegar à Academia de Futebol com só um auxiliar de sua confiança. Trata-se de Pedro Gama, seu fiel escudeiro no Sport, no Fluminense e na Ponte Preta, clube do qual a dupla se desligou antes da última rodada do Brasileirão.

Os dois se conheceram em 2012, quando Pedro era analista de desempenho e Eduardo Baptista ainda trabalhava como preparador físico do Sport. Eles assumiram as funções atuais em 2014, após a saída de Geninho, e seguiram juntos desde então.

A principal função de Pedro Gama é analisar e produzir relatórios sobre os adversários do time. Ele deve ser o responsável pelo "meio de campo" entre a comissão técnica e o departamento de análise de desempenho do Palmeiras, que foi fortalecido após a chegada de Alexandre Mattos e é cada vez mais valorizado.

Os primeiros dias de férias da dupla não estão sendo utilizados para descanso. Eduardo Baptista está fazendo um curso para treinadores na CBF, enquanto seu auxiliar viajou para a Espanha para acompanhar de perto os métodos de trabalho de Real Madrid e Atlético, rivais locais.

É possível que o Palmeiras ainda busque um novo auxiliar para sua comissão técnica fixa, função que Alberto Valentim ocupava desde 2014. Ele pediu demissão após receber uma proposta para ser treinador do Red Bull-SP no Paulistão. Cuquinha e Eudes Pedro, que chegaram com Cuca, saíram junto com ele.

Eduardo Baptista tem 46 anos e é filho do técnico Nelsinho Baptista, hoje no Vissel Kobe (JAP). Ao lado do pai, como preparador físico, ele teve experiências que o deixaram "calejado". Estava no Santos em 2005, quando a histórica derrota por 7 a 1 para o Corinthians causou a demissão de Nelsinho. Em 2007, no próprio Corinthians, vivenciou a queda para a Segunda Divisão.

Como treinador, viveu bons momentos no Sport (campeão pernambucano e da Copa do Nordeste de 2014) e na Ponte (oitavo colocado no último Brasileiro). No Flu, não foi bem e durou poucos meses.