Experiente, Alexandre Torres chega ao Flu: 'Sou um homem do futebol'

Acompanhado do presidente Pedro Abad e de Marcelo Teixeira, gerente geral da base, Alexandre Torres falou pela primeira vez como gerente de futebol do Fluminense nesta quinta-feira. Na coletiva no Salão Nobre das Laranjeiras, o novo dirigente afirmou estar pronto para o desafio e elencou motivos para isso, entre eles sua identificação com o clube e sua atuação profissional em diversas áreas do esporte, de jogador a observador técnico, passando pela experiência de agenciar atletas, função a qual não se identificou e não exerce mais.

- Já trabalhei nessa função em um clube de menor porte. Acho que fui bem sucedido. Já exerci várias funções no futebol e tenho conhecimento para lidar com os jogadores. Sempre tive liderança como jogador e auxiliar, conheço de tática, sei lidar com o trabalho do treinador. Quanto a avaliação de jogadores, é algo que tenho feito nos últimos cinco anos. Espero que traga benefícios para o clube - comentou Alexandre Torres, filho de Carlos Alberto Torres, o Capita.

Alexandre Torres fará parte da equipe de futebol montada por Pedro Abad, que já conta com o novo VP da pasta, Fernando Veiga, e Marcelo Teixeira, diretor geral da base tricolor. O novo presidente do Flu, que tomará posse no dia 20, ainda pretende anunciar mais dois profissionais para compor o departamento.

A apresentação de Torres como gerente de futebol deixou claro como será a gestão do Fluminense a partir de 2017. Os profissionais, nos quais o técnico Abel Braga está incluído, tomarão em conjunto todas as decisões envolvendo o departamento profissional do clube. Além disso, o futebol estará cada vez mais integrado às divisões de base e ao Flu-Europa, projetos em que o gerente geral Marcelo Teixeira já está a frente e seguirá assim, enquanto Alexandre Torres terá maior participação mais do dia a dia do elenco profissional do Tricolor.

Confira abaixo mais respostas de Alexandre Torres, gerente de futebol do Flu:

Apresentação

"Não sou agente de jogador, não sou empresário. Gostaria de falar isso. Houve um ruído. Já fui, não sou mais. Não gostei da profissão. Acho até que não fui um bom empresário, não me identifiquei e por isso me desfiz da função. Sou um homem do futebol. Comecei no Fluminense aos 13 anos. Tenho o direito de mudar de atividade e ela tem de ser no futebol. Não sei fazer outra coisa. Já fui jogador, auxiliar técnico, dirigente, empresário, olheiro, já trabalhei na CBF... Minha vida e carreira estão dentro do futebol. Agora essa nova oportunidade e me sinto preparado. Conheço bem a casa, passei 11 anos no Flu como jogador e estou pronto para exercer meu trabalho aqui."

Trabalho como observador técnico do Manchester United (ING)

"Monitorar jogador eu faço isso nos últimos cinco anos. O presidente falou sobre reforços ontem, sobre a quantidade. Acho que ele foi feliz, já foi explicado, não quero me alongar. A contratação de reforços, as escolhas, só vamos divulgar quando forem concretizadas. Clube tem uma linha de procedimento e vai buscar o perfil que o treinador quer"

Perfil dos reforços e conversa com Abel Braga

"Passei por muita coisa no Fluminense. Vi a montagem do time tricampeão carioca e do campeão brasileiro. Participei da conquista do tri, campeão sub-15, sub-17, da Copinha. Passei o lado bom e o lado ruim. Já corri nesse gramado (das Laranjeiras) com um circo ali no meio. Tinha que ter cuidado porque tinha prego; Eu sei o que é ser jogador do Fluminense. Temos que mostrar ao atleta que chega o que é o Flu. História grandiosa e de conquistas. É fazer o cara chegar aqui e mostrar a realidade do clube e fazer com que ele incorpore essa alma tricolor. Espírito para ser o jogador do Flu. Ainda não falei com o Abel. Ainda não tive a chance de falar com ele. Foi meu treinador. Acompanho os trabalhos dele, quando foi campeão brasileiro pelo Flu em 2012. Esse grupo será definido juntamente com o Abel. Vamos conversar e ponderar para tomar a melhor decisão para o Fluminense."

Identificação com o Fluminense

"Claro que a identificação pesou para acertar com o Flu. Frequento desde os 10 anos, quando meu pai jogou pela última vez pelo Flu. Comecei a jogar aqui com 13 anos. Me fez gostar do clube. Mas não vim aqui também como torcedor. Venho como profissional, dar meu melhor. É importante destacar isso. Temos que separar as coisas, a paixão, a emoção."

Avaliação do elenco atual

"Eu não vou falar individualmente dos jogadores do Fluminense. É uma conversa que me reservo de ter com o meu grupo. Temos que observar os jogadores que estão subindo. Não acredito nessa história de queimar jogador, o atleta tem que se provar em campo. Temos confiança em Xerém e os jogadores devem ser aproveitados aqui no clube. Alguns se destacaram esse ano, outros tiveram oportunidade no fim da temporada, mas acho que o grupo do Fluminense cumpriu seu papel, fez o seu melhor, principalmente quem veio da categoria de base. Precisamos ter cuidado para que não haja nenhuma injustiça com os jogadores desse elenco."

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