Corinthians não vota orçamento que prevê R$ 13 milhões em reforços

  • Davi Ribeiro/Folhapress

O Conselho Deliberativo do Corinthians se reuniu na noite da última quinta-feira para votar o orçamento do clube para 2017, mas adiou a decisão. Foram apontados erros no documento, que precisará passar por adequações às regras do Profut (Programa de modernização da gestão e de responsabilidade fiscal do futebol brasileiro). Assim, o tema voltará à pauta em um novo encontro dos conselheiros.

No documento apresentado preliminarmente, a previsão de gastos com contratações de jogadores no próximo ano é modesta, de apenas R$ 13 milhões. Para efeito de comparação, este foi o valor aproximado que o Timão gastou em 2016 apenas para ter o meia Marquinhos Gabriel.

Este e outros dados do orçamento, porém, não precisam ser seguidos à risca. A previsão para 2016, por exemplo, era usar R$ 10 milhões com reforços e arrecadar R$ 45 milhões com vendas de atletas. Contudo, a debandada de jogadores para o futebol chinês mudou tudo.

"O orçamento existe porque é estatutário. Mas vamos supor que eu tenho um orçamento de R$ 100 milhões para gastar no futebol. Mas e se eu não tiver R$ 100 milhões? Por isso administro o Corinthians pelo caixa. Se eu tenho dinheiro gasto e se não tenho dinheiro não gasto. Independente de estar no orçamento ou não. O orçamento é estatutário, mas na minha administração não tem um valor prático. O orçamento nada mais que é um 'achismo'. Tem que ser equilibrado. É regime de caixa", explicou o presidente corintiano, Roberto de Andrade, em entrevista ao LANCE! no meio deste ano.

O departamento financeiro do Corinthians estimou que o clube arrecadará R$ 62 milhões com transferências de jogadores. Porém, na conta estão parcelas que o clube tem a receber de atletas já negociados.

Depois de anos fechando no vermelho, a cúpula corintiana já acredita que pode ter superávit nesta temporada e projeta terminar 2017 com R$ 4 milhões no azul.

Apesar de algumas ressalvas, os orçamentos costumam ser aprovados no Conselho. A votação deste ano, porém, tem importância maior. O resultado servirá como uma espécie de termômetro sobre o processo de impeachment de Roberto de Andrade, que deve ser julgado no início de 2017.

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