Gabriel diz que renovação "caminha bem" e quer levar o Palmeiras ao Mundial

  • Fabio Menotti/Ag Palmeiras

    Gabriel tenta reconquistar espaço na equipe titular do Palmeiras

    Gabriel tenta reconquistar espaço na equipe titular do Palmeiras

O contrato de Gabriel com o Palmeiras termina no próximo dia 31 e ainda não foi renovado, mas o volante já se vê jogando pelo clube em 2017. Não só jogando, mas com participação maior do que na temporada que passou, erguendo a taça da Libertadores e disputando o Mundial no mês de dezembro.

"A Libertadores é uma obsessão minha, estou louco para ganhar, para ser campeão e levar o Palmeiras para esse Mundial, que é o lugar em que ele merece estar", disse o camisa 18, que interrompeu por alguns minutos as férias na Disney para atender o LANCE!.

O Palmeiras tem preferência para adquirir 100% dos direitos econômicos do jogador, que está emprestado pelo Monte Azul, mas o valor estipulado em contrato é alto: 4 milhões de euros (cerca de R$ 14 milhões). Em setembro, o clube encaminhou a compra de parte do percentual por R$ 5 milhões e elaborou um novo vínculo válido por cinco anos, que não foi assinado.

"A renovação está caminhando bem. A gente está conversando, ainda não sabemos o que vai ser, mas já tem o início de uma conversa e acredito que dentro de alguns dias, algumas semanas, já vai estar definido. Eu preciso definir meu futuro, o Palmeiras também precisa saber, mas acredito que pode se desenrolar de uma maneira boa para os dois lados. Estou muito feliz no clube, muito identificado, em dois anos já ganhei dois títulos expressivos. Então, se eu ficar, quero ganhar mais títulos e entrar na história do clube."

Gabriel não dá detalhes sobre o andamento das conversas, que estão sendo conduzidas pela OTB Sports, empresa que cuida de sua carreira e tem boa relação com a diretoria do Palmeiras - Dudu e Fabrício são agenciados pelos mesmos empresários, assim como Gustavo Scarpa, do Fluminense, alvo para 2017. O meio-campista, porém, respondeu a praticamente todas as perguntas da entrevista como se o "fico" já estivesse assegurado.

"Agora é um ano novo, treinador novo, que vai vir com ideias legais para passar para a gente. O grupo vai estar junto com ele", avisou Gabriel.

Confira a entrevista completa com Gabriel:

Há alguma chance de você se transferir para outro clube agora?

Chance de transferência sempre tem, né? Até porque ainda não está nada definido, não assinei nada. A chance não é descartada, mas desejo ficar. Eu me identifico com o clube, gosto do clube e todo mundo ali dentro gosta de mim, acredito que a torcida também, o que é muito importante. A chance claro que existe, porque jogador de futebol muitas vezes tem o futuro incerto, mas quero desenrolar logo essa situação e fazer o melhor para ambas as partes.

Você já jogou a Libertadores duas vezes e parou na primeira fase em ambas. É a maior obsessão para 2017?

Esse ano de 2017 será minha terceira Libertadores. A primeira foi com o Botafogo em 2014, onde fizemos boas partidas e disputamos a classificação com o San Lorenzo, que na época foi o campeão. Foi uma experiência muito boa. Em 2016, com o Palmeiras, eu estava voltando da lesão no joelho. Meu primeiro jogo na volta foi nessa Libertadores, contra o Nacional no Uruguai. A partir dali fiz três partidas na Libertadores, peguei o returno da primeira fase. Não conseguimos dar sequência e classificar, mas acredito que eu e o grupo estamos mais experientes para disputar essa Libertadores. Se Deus quiser essa terceira Libertadores da minha carreira vai ser mais expressiva. É uma obsessão minha também, estou louco para ganhar, para ser campeão e levar o Palmeiras para esse Mundial, que é o lugar em que ele merece estar. Acredito que essa terceira Libertadores do Gabriel vai ser memorável e espero ser campeão com o Palmeiras.

Como avalia a temporada de 2016 individualmente?

A temporada de 2016 foi a minha volta aos gramados depois de um período de oito meses fora por lesão. Foi um ano de adaptação, passei por muitas dificuldades por não ter uma sequência de jogos. Não tive tanta oportunidade como esperava ter, mas isso foi opção do treinador e temos que respeitar. Sempre procurei trabalhar ao máximo, dar meu melhor a cada dia, mas individualmente posso dizer que não foi o melhor ano da minha carreira, não joguei tanto como gostaria. Mas conquistei o título brasileiro. Pude atuar em nove partidas e não perdi na competição, então pude contribuir de alguma maneira para a equipe. Fiquei feliz com isso. Mas individualmente acredito que 2017 vai ser melhor, vou ter uma pré-temporada para começar junto com o grupo, o que não tive em 2016. Isso faz total diferença. Acredito que 2016 serviu de aprendizado para 2017 ser individualmente diferente.

O que espera para 2017 sem Paulo Nobre e agora com Galiotte?

O Paulo Nobre foi um cara, no meu modo de ver, diferenciado. Ele tinha uma transparência, uma simplicidade que não dá nem para descrever. Um presidente como ele tem de ser sempre exaltado. O Maurício acredito que vai vir na mesma linha que ele, até porque era o vice-presidente, da mesma chapa, então ele já sabe como o Paulo trabalha. Lógico que ele tem os pensamentos dele, a personalidade dele, mas acredito que deve seguir a mesma linha. É um cara muito legal também, sempre está lá conosco, a gente conversa bastante.

Vai ser muito difícil substituir o Gabriel Jesus?

O Gabriel Jesus é um jogador de nível de seleção, camisa 9 da Seleção, agora no Manchester City. Fico feliz por ele realizar mais um sonho na carreira. É um menino muito novo, com muito para aprender e melhorar, e ele sabe disso, o que é o mais importante. Tenho certeza que ele está no caminho certo para ser um dos melhores do mundo, basta ele sempre ter essa simplicidade, essa cabeça que ele tem, que vai conquistar coisas ainda maiores. Vai fazer falta dentro de campo, mas o jogador que entrar no lugar vai dar conta do recado. Todos falam que o elenco tem de ser forte e nós provamos isso.

E o Cuca?

O Cuca fez um grande trabalho. Pegou o bonde andando e conseguiu dar uma sequência para a equipe, foi campeão brasileiro e acredito que saiu pela porta da frente. Desejo toda sorte do mundo para ele em outro clube ou no que for fazer da vida. Vamos estar sempre torcendo. Agora é um ano novo, treinador novo, que acredito que vai vir com ideias legais para passar para a gente. O grupo vai estar com ele.

O que você pode dizer sobre a torcida do Palmeiras, por quem você é muito querido?

A torcida do Palmeiras é empolgante, apoia do começo ao fim da partida. Eles conseguem passar isso para os jogadores. Jogo em casa, jogo fora de casa, eles sempre estão presentes. É uma torcida que estava muito carente de títulos de expressão, em dois anos conseguimos dar dois títulos nacionais para o Palmeiras, eles mereciam isso. A gente via aquele desespero de ganhar, entramos nessa onda com eles. Essa levada de time e torcida é importantíssima para os títulos virem. Tenho certeza que 2016 foi muito feliz, 2015 grande parte do ano também e 2017 tende a ser melhor ainda. Hoje somos o melhor time do Brasil, o time a ser batido, campeão brasileiro, e temos que entrar em campo como campeões. A torcida vai ajudar nessa caminhada.

Por que você acha que não conseguiu retomar em 2016 a condição de destaque do time que tinha antes de se machucar?

Principalmente por falta de sequência de jogos, acredito que esse foi o maior fator para eu não conseguir realmente ter aquele destaque de 2015. Com certeza era um ano de volta, de readaptação, totalmente normal para a vida de um atleta. Para quem tem que estar sempre trabalhando em alto nível tem de saber que está sujeito a isso. Estou com a cabeça muito tranquila e sei que 2017 vai ser um dos melhores anos da minha vida. Vou trabalhar e lutar para que isso aconteça. Vai ser melhor que 2015 e muito melhor de 2016, porque estou me sentindo bem, estou confiante. Acredito que agora, com a mudança, pode ser que aconteça de ter mais oportunidades, uma sequência de jogos maior para atuar com mais tranquilidade. É um fator que com certeza vai ajudar.

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