Com caixa 'reforçado', Santos muda perfil e já aceita investir em reforços

O torcedor do Santos se acostumou nos últimos anos a conviver com investimento nas categorias de base e contratações apenas pontuais para composição do elenco. Pela ausência na Libertadores desde 2012, as diferentes diretorias do Peixe montaram equipes recentemente que figuraram entre o meio da tabela, apesar dos importantes desempenhos no Paulistão. A partir de 2017, contudo, essa realidade deve mudar.

Em graves dificuldades financeiras no início de sua gestão e com dívidas exorbitantes herdadas de Odílio Rodrigues, o presidente Modesto Roma Júnior terá pela frente seu primeiro ano de "investimento". Depois de renegociar o que ainda deve e apostar em jogadores que estão em fim de contrato ou chegadas por empréstimo, o Santos abriu os cofres para 2017 principalmente por conta da classificação à Liberta.

A venda de Gabigol por 30 milhões de euros (quase R$ 101 milhões dos quais o Peixe tem direito a 60%), as luvas de R$ 40 milhões do Esporte Interativo, o patrocínio master com a Caixa e a premiação de R$ 10 milhões da CBF pelo vice-campeonato brasileiro, o Peixe prepara um elenco forte para a disputa da competição continental.

Prova disso é o investimento já feito em Cleber e Vladimir Hernández. Somadas, as duas contratações custaram já mais de R$ 10 milhões aos cofres santistas, sendo que o colombiano já está sendo pago. Além da dupla, as possíveis e cobiçadas chegadas de Cazares, Marinho, Robinho e Gabigol demandarão investimento, e o clube está disposto a fazê-lo.

O Santos já ofereceu cerca de R$ 7 milhões ao Vitória por Marinho e espera ouvir do Atlético-MG um pedido de quase R$ 15 milhões por Cazares. Já por Gabigol, o clube já procura um parceiro que esteja disposto a arcar com metade dos R$ 600 mil que o Menino da Vila deseja receber para voltar ao Peixe no ano que vem.

Os únicos casos que não envolvem gastos são com Matheus Ribeiro, lateral que estava em fim de contrato com o Atlético-GO e Marcos Guilherme, meia do Atlético-PR. No caso deste último, o Peixe propõe uma troca por um ano entre o jovem de 21 anos e os também meias Serginho ou Rafael Longuine.

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