Mattos esfria Borja e aguarda Crefisa por reforços de 'milhões e milhões'

Alexandre Mattos, diretor de futebol do Palmeiras, condicionou a contratação de reforços que custam "milhões e milhões e milhões" à permanência da Crefisa como patrocinadora do clube, algo que só será definido em janeiro. Sem o aporte da empresa, que foi de R$ 78 milhões no último ano, não será possível contratar atletas como Miguel Borja, centroavante do Atlético Nacional (COL) que interessa ao Verdão.

"Vou responder com aquela resposta padrão de dirigente de clube: vamos esperar um pouquinho. Aquilo que parece muito próximo, de repente não acontece. Acho que são dois bons jogadores. São jogadores que modificam um pouquinho o perfil para a Libertadores do ano que vem. Estamos trabalhando para fazer esse ganho de jogadores que a gente entende que possam agregar ao nosso já bom elenco".

- Não podemos criar expectativas. O Palmeiras nunca disse que vai trazer esse ou aquele jogador, o Palmeiras trabalha caladinho, buscando o melhor, analisando, planejando seu elenco. Não podemos criar expectativas que não vão ser cumpridas. Desses que estão falando, o Borja é um dos poucos que o Palmeiras realmente demonstrou interesse, em outubro do ano passado. Liguei ao Atlético Nacional para ver a possibilidade, e os valores falados foram fora de qualquer cenário do Brasil, não sei nem se para Europa. Do que me falaram, talvez a China e olhe lá - disse o dirigente, à Rádio Jovem Pan.

- Sobre esses jogadores que estão sendo falados e custam milhões e milhões e milhões, se o Palmeiras puder, depois de uma assinatura com o patrocinador, que só vai acontecer no ano que vem, o Palmeiras vai entrar. Se não, a gente valoriza o que está aqui - acrescentou.

Além de Borja, mais dois atletas se enquadram neste perfil: Lucas Pratto, também centroavante e que deve deixar o Atlético-MG, e Gustavo Scarpa, meia que tem contrato até 2019 com o Fluminense e cuja renovação, que renderia um aumento salarial, empacou.

A renovação com a Crefisa era dada como certa antes de Paulo Nobre, em seu último ato como presidente, abrir a possibilidade de impugnar a candidatura de Leila Pereira ao Conselho Deliberativo do clube. A dona da empresa estava disposta até a bancar uma contratação para o clube, mais ou menos como fez com Lucas Barrios. A prioridade era um centroavante para substituir Gabriel Jesus, mas a renovação ainda depende de uma reunião em janeiro.

- Nós sabemos das nossas necessidades, não vamos menosprezar os jogadores que temos no elenco, inclusive na posição, camisa 9. Nós temos Alecsandro, Barrios...A questão do poderio de investimento só vai ser resolvida após a renovação de contrato de nossos patrocinadores. Conhecendo aquilo que pode ser usado para investimento, o Palmeiras vai atacar, se necessário, essa ou outras posições. O que estamos fazendo no momento está dentro do nosso orçamento, nada fora, nenhuma vírgula. Fazemos tudo dentro do nosso organograma financeiro - concluiu Mattos.

O Palmeiras já anunciou as contratações de Keno, Hyoran e Raphael Veiga e já tem acordos com Felipe Melo e Alejandro Guerra, que podem ser confirmados ainda antes da virada do ano.

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