Presidente do Santos arrisca: "Seremos campeões da Libertadores"

  • Divulgação/Santos FC

Fã de metáforas e frases de efeito, Modesto Roma Júnior assumiu a presidência do Santos no início de 2015 após a gestão de Odílio Rodrigues. Com contas comprometidas ao assumir o clube, o dirigente teve como meta reequilibrar as finanças nos dois primeiros anos de gestão para colher os frutos em 2017.

A este mesmo LANCE!, no início do ano, Modesto afirmou que a próxima temporada seria o "ano de comer o filé". Classificado agora à Libertadores após o vice-campeonato Brasileiro e com dinheiro em caixa para ser utilizado em reforços "cascudos" como o clube deseja, o presidente vê o filé "entrando no forno".

"Está entrando no forno. Vamos comer ao ponto. E realmente 2017 é um ano que vamos buscar títulos importantes. Em 2015 fomos vice-campeões da Copa do Brasil e campeões paulistas. Em 2016 fomos vice-campeões brasileiros e campeões paulistas. Agora em 2017 vamos ser campeões da Libertadores da América e tentar o Mundial também", disse Modesto Roma Júnior, em entrevista ao LANCE!.

Caso a profecia do dirigente se concretize e o Peixe conquiste o título continental pela quarta vez em sua história, a missão em busca da reeleição seria facilitada. O pleito, marcado para o final de 2017, pode ter interferência direta do desempenho do clube dentro de campo.

Mesmo confirmando o desejo de comandar o Santos por mais um triênio, Modesto Roma Júnior já pensa na organização do clube para o seu sucessor.

"O que me motiva é a necessidade de entregar o Santos redondo para o meu sucessor. Com o time estruturado, finanças estruturadas, com a economia do clube tranquilizada", disse.

Resta agora ao santista torcer para que seu presidente seja mesmo profeta.

Confira um bate-bola exclusivo com o presidente do Santos:

Concorda quando dizem que o marketing é seu calcanhar de Aquiles?
É o calcanhar de Aquiles, precisa melhorar, mas marketing não é só patrocínio master, até porque isso nós temos. Patrocínio é visão de negócios que vende, marketing é muito mais. É o desenvolvimento da marca Santos, divulgação da marca, e isso está crescendo, melhorando. Está bom? Não, ainda não está bom. O Santos viveu de 2011 a 2013 a desmontagem da marca Santos para crescer a marca paralela, que era a marca Neymar. Quando o Neymar saiu, a marca Santos estava esvaziada. Foi um erro de estratégia que hoje se tem que corrigir. Estamos trabalhando para corrigir.

O Santos ainda discute a construção de um novo estádio?
O Santos precisa de um novo estádio. É certo isso. E para ter novo estádio precisa ter um lugar que seja economicamente viável, um lugar que seja próximo à Vila Belmiro e que tenha viabilidade para ser uma arena multiuso. Não dá para se pensar em campo de futebol. Quem pensa em campo de futebol, faz uma arena para 12 mil lugares. A nossa era de 27, mas nós cedemos e ficou 30 mil. Não mudou nada, foi feito um reestudo arquitetônico.

E é viável de ser feito sem o terreno da Portuguesa Santista?
É perfeitamente possível sem a Portuguesa. Não há problemas quanto a isso. O Santos não precisa de parceiro comercial, sim de investidores. Está encaminhado, tivemos uma reunião recente sobre isso e está bem encaminhado. Estamos começando a negociação com o patrimônio da União. Pode começar a ser construído assim que o Conselho aprovar o projeto em si, que deve ser até o fim do ano que vem.

Como está o orçamento do clube para 2017?
Olha, a folha salarial hoje do Santos tem R$ 4 milhões. Eu não posso só falar de futebol, tenho que falar do clube como um todo. Se você pensar na parte administrativa, temos meta de reduzir 10% da folha em 2017. Administração do clube tem que ser feita de forma que ela caiba dentro do orçamento. É lógico que aqueles que são contra começam querendo minar o orçamento. A nossa obrigação é cumprir o orçamento aprovado pelo Conselho. Para o ano que vem, em função da Libertadores, temos previsão de R$ 5 milhões para o futebol. Mas isso é considerando a CLT, encargos e benefícios sociais. Não é a folha limpa, é a folha mais impostos, 13º e férias.

O Santos pode fazer alguma loucura para trazer Gabigol ou Robinho?
Não tem loucuras. Só se contrata com o orçamento sendo respeitado. Não dá para fazer mais loucuras no futebol, você tem um retorno maior. É muito mais fácil você ter um retorno com Libertadores, que permite com muito mais facilidade você investir no resto.

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