Nos planos do Corinthians em 2017, Mantuan aposta em versatilidade

  • Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

A família Mantuan teve um fim de ano feliz em 2016. Filho mais velho de Alexandre e Márcia, Guilherme virou jogador profissional do Corinthians, com contrato até o fim de 2018 assinado no mês de setembro. Foi até relacionado para um jogo na reta final do Campeonato Brasileiro. Gustavo, o filho do meio, e que também joga bola no clube, foi convocado em outubro para defender a Seleção Brasileira sub-17 em amistosos internacionais. Sobrou a Giulia, caçula da família. Caçula e melhor jogadora entre todos, aliás.

"O craque da família eu vou deixar para ela. Minha irmã que é a craque da família", se diverte Guilherme Mantuan, em entrevista ao LANCE!.

O garoto de 19 anos até subiu para o time profissional no ano passado, mas voltou às categorias de base do Corinthians para disputar a Copa São Paulo de Juniores neste ano. Ele é capitão do time de Osmar Loss, fez gol na estreia e está garantido como titular no compromisso desta sexta-feira, às 21h, contra o Operário-MS, que pode encaminhar a classificação alvinegra para a próxima fase. A ideia do clube é que Mantuan faça a Copinha e logo depois seja novamente integrado ao time profissional, em que veste a camisa 35.

Fabio Carille, ex-auxiliar e agora treinador do Corinthians, acompanha a base com afinco e é o principal entusiasta da promoção de Mantuan. Um dos atrativos do futebol da promessa corintiana é a polivalência, pois ele já jogou como lateral-direito, volante e meia na base.

"Pode ser meu diferencial (a versatilidade). Se você tem três funções e consegue manter uma regularidade, as pessoas podem te olhar com outros olhos. O professor e a diretoria podem olhar confiantes. Acho que isso foi algo muito bom que aconteceu", diz Mantuan, que é meia de origem, mas alternou posições sob o comando de Osmar Loss no time sub-20.

Guilherme Mantuan tem história longa no Corinthians. Já são 12 anos de clube, desde 2004, quando tinha sete e chegou para jogar futsal. Subiu para o campo e em seguida passou por todas as categorias de base até o profissional. O período no Parque São Jorge o fez virar amigo bem próximo de Guilherme Arana e Malcom, que já vivem outros estágios na carreira. Apesar dos amigos que deram certo, Mantuan também viu muita gente ficar pelo caminho.

"Uns param no meio do caminho, outros trocam de clube e outros são dispensados. Mas acho que uma característica que foi muito boa para mim foi manter uma evolução, mesmo que seja mais devagar, sempre evoluindo", diz Mantuan, que agora assume a missão de "guiar" o irmão Gustavo para não ser mais um desses que "para no meio do caminho".

"O Gustavo tem 15 anos, fez um bom campeonato e foi convocado agora para Seleção. É um garoto que não preciso ficar muito no pé, mas procuro dar conselhos, porque às vezes pode ser que suba à cabeça. Eu já vi isso aqui, de jogador que foi convocado para a Seleção achar que tem status de profissional e fama. Então sempre procuro dar orientações, mas ele é bem tranquilo. Mas eu sou irmão mais velho, né? Tenho que cuidar", brinca o Mantuan mais velho.

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