Arena Corinthians em 2017: Estaca zero por naming rights e acordo com Caixa

  • Bruno Cantini/Atlético

O Corinthians chegou a um acordo com a Caixa Econômica Federal sobre o novo modelo de financiamento da Arena Corinthians, estádio inaugurado em maio de 2014 e que já recebeu 87 partidas da equipe profissional. O clube estava sem pagar as parcelas do financiamento desde maio, quando a Caixa concedeu um período de carência justamente para rediscutir o contrato. Agora que há entendimento em relação ao tema, o Corinthians voltará a pagar as mensalidades, mas com valor reduzido.

No modelo antigo, o Corinthians pagava parcelas mensais de mais de R$ 5 milhões, e agora o valor cairá quase pela metade, para pouco mais de R$ 3 milhões. A diminuição do montante se deve ao aumento do prazo de pagamento da Arena, que antes era de 12 anos e agora chegará perto dos 20. Para este acordo começar para valer, resta apenas "colocar no papel", ou seja, formalizar o acerto que já existe desde a última semana do ano passado. A expectativa é que o anúncio ocorra nas próximas semanas, já que a negociação também envolve a construtora Odebrecht e precisa da chancela do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Outras possibilidades cotadas, como maior autonomia ao Corinthians na administração do estádio ou manutenção de parte do valor arrecadado com bilheteria pelo clube, não avançaram. Assim, a renda obtida com a comercialização de ingressos para os jogos do Corinthians segue sendo revertida 100% para o fundo que administra as contas da Arena, assim como os valores obtidos com a exploração de outras propriedades, como cadeiras, camarotes e eventos.

Apesar de não ter encontrado facilidade em outras negociações, o Corinthians está satisfeito com o acordo. Trata-se da única solução possível para o clube conseguir manter em dia as parcelas do financiamento e dos juros da Arena - Andrés Sanchez, ex-presidente do clube, disse que o Timão chegou a investir dinheiro do futebol para pagar o estádio. Além disso, segundo as regras do BNDES, os financiamentos do programa "ProCopa" (ao qual o Timão aderiu) poderiam ter até 36 meses de carência. A Arena de Itaquera, porém, contou com somente 19 meses. Por isso, o pedido de mais 17 meses de prazo.

Os custos do estádio do Corinthians já passam R$ 1,2 bilhão, mas a tendência é que aumentem consideravelmente até o fim do contrato - até porque haverá mais juros graças ao maior prazo de pagamento.

Solução? Só que não!

O fato de não ter vendido os naming rights (direito de exploração do nome) da Arena Corinthians é um dos aspectos determinantes para as dificuldades do clube no pagamento. Ano passado, o Corinthians teve negociações avançadas com um fundo de investimento, mas não houve apresentação de garantias financeiras e o acordo regrediu. Hoje, não há nenhuma negociação em curso, apenas algumas consultas.

"Vamos ter de começar isso de novo. Não tenho mais detalhes porque não sou eu quem está cuidando disso, mas é claro que todas as notícias negativas que saem estão prejudicando (a venda). Vamos trabalhar para reverter isso", diz, ao LANCE!, Emerson Piovezan, diretor de finanças do Corinthians.

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