Scheidt estreia em nova classe do iatismo neste sábado, em Miami

Em nova fase na carreira, Robert Scheidt disputa o Miami Mid Winters, nos Estados Unidos, neste sábado. Trata-se da estréia do bicampeão olímpico na classe 49er. Após o quarto lugar nos Jogos Rio-2016, o atleta de 43 anos decidiu encarar o desafio de velejar em um barco maior, mais veloz e com estratégias diferentes das classes Star e Laser, que o consagraram no mundo do iatismo. A ideia desse recomeço no esporte surgiu a partir do convite de Gabriel Borges, agora seu novo parceiro.

Robert encara a disputa como preparação para a etapa de Miami da Copa do Mundo, de 22 a 29 de janeiro.

- Vai ser um bom treino para a World Cup, na segunda quinzena deste mês. Por ser a nossa primeira competição, não dá para esperar muito em termos de resultado. Mas vai ser uma grande adrenalina, juntar todo mundo na mesma raia, enfrentar a largada e tudo o que pode acontecer. Passar por essa somatória de eventos vai ser importante, uma ótima oportunidade de sentir como é uma competição nessa nova classe. Vamos sentir as dificuldades e tentar melhorar progressivamente - disse Robert,

A única preocupação de Scheidt em Miami fica por conta da velocidade da regata.

- Ontem (quinta-feira) foi o nosso segundo dia de treinos aqui em Miami e tem sido bem legal. Só torcemos para não ventar demais, porque nesse começo em uma nova classe, o vento forte dificulta muito, porque complica para dominar o barco - avaliou.

Após as regatas nos Estados Unidos, a nova dupla pretende participar da Copa Brasil, em Porto Alegre e, a partir de abril, investir mais tempo em treinamento, desta vez na Europa.

O desafio na 49er abre a possibilidade de um novo ciclo olímpico até os Jogos de Tóquio.

- Sempre imaginei que a Rio-2016 fosse a minha última Olimpíada. Eu estava sem definição do que iria fazer quando o Gabriel me ligou perguntando se eu gostaria de testar o 49er. E pensei: Por que não tentar uma categoria nova? Ainda tenho lenha para queimar e essa é uma nova motivação. Vamos em frente e deixar as coisas acontecerem até decidirmos se essa empreitada pode se transformar em ciclo olímpico - contou o maior medalhista do Brasil em Jogos Olímpicos, com cinco pódios.

O recomeço no iatismo é encarado com tranquilidade.

- Vejo o 49er como um barco interessante e a ideia é velejar sem compromisso nenhum. Por enquanto, quero aproveitar o privilégio de fazer o que gosto, sem ambição de ser medalhista olímpico de novo. Até porque tenho uma montanha enorme na minha frente. Não tenho background nesse barco. E você toma muita surra no início. Mas estou gostando e o Gabriel é um excelente proeiro (ele fez dupla com Marco Grael no Rio-2016 e terminou em 11º lugar). O tempo vai mostrar até que nível podemos chegar e o próximo ano é decisivo.

Confira alguns títulos de Robert Scheidt:

Cinco medalhas olímpicas:

Ouro : Atlanta-96 e Atenas-2004 (ambas na classe Laser)

Prata : Sidney-2000 (Laser) e Pequim-2008 (Star)

Bronze : Londres-2012 (Star)

176 títulos - 86 internacionais e 90 nacionais, incluindo a Semana Internacional do Rio, o Campeonato Brasileiro de Laser e a etapa de Miami da Copa do Mundo, todos neste ano.

Onze títulos mundiais na classe laser - 1991 (juvenil), 1995, 1996, 1997, 2000, 2001, 2002, 2004 e 2005 e 2013.

Três títulos mundiais na star - 2007, 2011 e 2012.

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