Renan traça primeiros passos para 'substituir o insubstituível'

Renan Dal Zotto não tem nem uma semana como técnico da Seleção masculina de vôlei e já está com a agenda cheia. O treinador participou, ao lado do técnico Jose Roberto Guimerães, dos jogadores Bruninho, Serginho e Tiago Brendle, dos presidentes da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e da Ascis , Gumercindo Neto e do CEO da CBV Ricardo Trade, do anúncio da marca esportiva japonesa como nova parteira da CBV durante o ciclo olímpico. A empresa será a responsável pelos uniformes do time até Tóquio-2020.

Com o peso de assumir o posto deixado pelo multicampeão Bernardinho, Renan comentou sobre seus primeiros passos como treinador da atual Seleção campeã olímpica.

- Para mim, a coisa mais importante agora é se organizar para depois começar o planejamento. Falar com todos os membros da comissão técnica, ver quem continua, o que passa na cabeça de cada um, para depois começar um planejamento e colocar no papel o que a gente espera.

Sobre sua difícil missão, o técnico cita exemplos de pessoas 'insubstituíveis' como Beethoven e Ayrton Senna.

- Na verdade ninguém substitui. Aquilo ali vai ficar para sempre na nossa memória. O que nós temos que fazer agora dar continuidade, com muita ajuda deste profissional que, acima de tudo, é um cara que ama o voleibol, a uma história.

Técnico da Seleção feminina, José Roberto Guimarães teve missão semelhante à de Renan. Quando assumiu a Seleção masculina em 1992 , ele tinha a missão de substituir um dos maiores nomes do vôlei, Bebeto de Freitas.

- Quando eu substitui o Roberto de Freitas, eu também tive uma pressão enorme. O Bebeto era um dos melhores treinadores do mundo e o mais difícil era provar que eu tinha condições, que podiam acreditar em mim.

Para auxiliá-lo nesta caminhada, Dal Zotto conta com a presença de seu companheiro em Los Angeles-1984, neste novo capítulo da carreira.

- Tive duas reuniões com ele e não tenho a menor dúvida de que ele estará muito próximo. Eu conto com isso pelo menos, acho que é fundamental a presença dele, é uma pessoa realmente inspiradora e a gente tem uma filosofia de trabalho muito parecida.

Quando perguntado sobre a escolha de Renan por parte da CBV, Bernardinho afirmou que apoiava o amigo, mas achava que Rubinho assumiria o posto. Sem ressentimentos, o atual técnico ressalta a importância do auxiliar neste novo ciclo.

- Acho que é natural e o Bernardo foi muito claro nisso, que há alguns anos, o Rubinho vem sendo preparado e ele é um profissional que nós não podemos abrir mão, independente do cargo. Ele é um cara capacitado, que tem muito conhecimento. Meu ponto de partida é tentar convencer o Rubinho a dar continuidade ao trabalho que vinha sendo feito.

Aprovação dos jogadores

Também presentes no evento, Bruninho, Serginho e Tiago Brendle aprovaram a escolha do novo treinador. O levantador do Sesi-SP e da Seleção relembrou seu convívio com Renan no início da carreira, em Florianópolis.

- Eu trabalhei com o Renan, meu primeiro título brasileiro foi com ele, no Florianópolis. Sei da qualidade, no profissional que ele é, principalmente da grande qualidade dos treinos dele.

Um dos candidatos à vaga deixada por Serginho, o líbero do vôlei Kirin também aprovou a escolha da CBV.

- Eu achei uma boa escolha. Ele estava envolvido diretamente no processo há muito tempo, como coordenador de Seleção. Ele está muito por dentro de como as coisas funcionam, em todos os segmentos - comentou Brendle.

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