Técnico assume sub-20 do Santos e promete "colocar a casa em ordem"

  • Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

O desempenho abaixo do esperado na Copa São Paulo provocou uma reformulação no comando técnico da equipe sub-20 do Santos. Depois da demissão de Marcos Soares, Aarão Alves, que estava no sub-17, assumiu o time com a missão de recuperar a autoestima dos atletas e provocar uma nova "faxina" na categoria.

Antes de o grupo se reapresentar, no próximo dia 6, o novo comandante se reuniu com o Dorival Júnior e foi aconselhado pelo treinador a iniciar uma reformulação na equipe e intensificar a integração entre a base e o elenco principal.

"Ele disse para dar uma limpada na casa. Para estar atento a tudo e colocar a casa em ordem. O Dorival sempre acompanhou muito a base e deixou as portas abertas para conhecermos a metodologia dele. Pela capacidade e experiência dele, eu vou absorver o máximo", afirmou Aarão em entrevista ao LANCE!

Filho de Mané Maria, ex-ponta do Santos nas décadas de 60 e 70, Aarão prometeu resgatar o DNA ofensivo da equipe. Nesta Copinha, o time se despediu do torneio com apenas quatro gols marcados em cinco jogos.

"Eu vou manter a filosofia de trabalho, que é jogar ofensivamente. Precisamos resgatar o ambiente e sei como fazer isso porque já tivemos momentos felizes. Vamos trabalhar muito, aumentar a carga de treinos e alterar coisas que julgamos ser importantes", prometeu o técnico.

Após as férias, o elenco sub-20 do Peixe inicia a preparação para a disputa do Campeonato Paulista da categoria, em maio.

Confira o Bate-bola com Aarão Alves, técnico do time sub-20 do Santos

Qual é o tamanho do desafio de assumir o time após a eliminação na Copinha?
Eu vivo de desafios. O que me move é a vontade de buscar o melhor. Sei das dificuldades, da instabilidade da equipe, mesmo porque se não tivesse nada disso, não haveria mudança. Eu entro confiante porque conheço boa parte dos atletas. Mas dificuldades sempre vão existir. Com todos se doando, vamos conseguir fazer um belo trabalho e atingir os objetivos da diretoria.

E quais são esses objetivos?
Colocar a equipe em condições ao time principal e revelar jogadores qualificados com chances de se tornarem ídolos. Lógico que ganhar títulos é importante, mas também temos de revelar até pelo investimento que o clube faz na base e o apoio da torcida para que isso aconteça.

O que mais importante: revelar ou ser campeão? Ou um é consequência do outro?
Um é consequência do outro. Não adianta ser campeão, ganhar todas as competições, se não colocarmos atletas no profissional. Buscamos atletas com características as quais o elenco principal carece. A partir daí, temos de qualificá-los para chegar ao time e brigar. O nosso objetivo principal é a revelação. Mas uma coisa puxa a outra.

A saída do Marcos Soares lhe surpreendeu?
Eu não estava esperando a saída dele. Mas sabemos que, quando os resultados não aparecem, os treinadores são apontados como os culpados. Eu gostaria que essa oportunidade acontecesse de outra maneira, no entanto, estou preparado para isso. Vou agarrar com unhas e dentes essa chance.

As críticas ao time na Copinha foram justas?
As criticas acontecem, sendo elas justas e injustas. A maior resposta é o resultado, e o Santos não teve o resultado esperado na Copinha. A torcida e imprensa esperavam muitos gols, e ouvi muita gente chateada. Mas não posso julgar.

Qual é a meta para essa temporada e também para a próxima Copinha?
Vamos ter um ano para trabalhar para que o time possa chegar com condições para brigar por títulos. Podemos ter dificuldades nos torneios deste primeiro semestre, mas vou conversar com os meninos. Existem várias maneiras de prepará-los. Estaremos fortes para a Copinha no ano que vem.

 

 

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