Ceni descarta saída de Chavez e cita dificuldade para contratar camisa 9

Sem poder contar com o reforço de um camisa 9, um dos seus pedidos à diretoria do São Paulo, o técnico Rogério Ceni tem aproveitado para dar moral às opções que tem no elenco. Nesta sexta-feira, em entrevista coletiva no CT da Barra Funda, Ceni deu destaque aos atacantes Chavez e Gilberto e disse inclusive que o argentino deve permanecer no clube pelo menos até junho, quando vence seu contrato de empréstimo. Chavez interessa a um clube chinês, mas o treinador acredita que ele não sai.

O mesmo não se pode dizer de Luiz Araújo, atacante que tem proposta do Lille (FRA). Ceni já conversou com o garoto de 20 anos, mas não tem certeza que ele permanecerá no clube. O clube francês sinaliza com uma oferta acima de 6 milhões de euros (cerca de R$ 22 milhões).

- Com o Chavez eu nem sabia direito de proposta. Ele tem contrato de empréstimo, acredito que ele vai cumprir até o meio do ano, não vejo esse risco de ele sair antes. E com o Araújo, conversei com ele, gosto muito dele, acho que ele tem potencial para valer o dobro no futuro. Mas é uma opinião pessoal minha. Eu gostaria de ter opções para ganhar título, mas o clube tem suas prioridades também. Vamos sentar, conversar. Mas a decisão é sempre do presidente, a minha função é treinar o time - afirmou Rogério Ceni.

Rogério Ceni também alertou para a dificuldade de se encontrar um camisa 9 no mercado. O técnico indicou o paraguaio Cristian Colmán, do Nacional (PAR), mas o jogador acabou se transferindo para o Dallas (EUA). Já o argentino Jonathan Calleri gostaria de voltar ao clube, mas não conseguiu liberação dos seus investidores.

- Acho que não é só para o São Paulo. Está difícil para todos. Times de fora do país perguntam de um 9 para contratar. É difícil você achar jogadores para essa posição. Temos o Chavez mais pelo lado esquerdo, o Gilberto um 9, e o Cícero como um falso 9. A gente espera que os atacantes, mais a bola aérea, se não de maneira concentrada como muitos time têm, como o Santos do Ricardo Oliveira, o Flamengo do Guerrero, possam fazer esse mesmo número de gols distribuídos em número maior de jogadores - analisou.

O treinador também comentou de nomes como do holandês Van Persie e de Adebayor, atacante de Togo, que teriam sido oferecidos ao São Paulo recentemente. Ceni não se empolga.

- A não ser Van Persie, que li, os outros eu desconheço. As informações que eu tenho é de que temos problemas financeiros, e jogadores desse porte custam, têm grandes custos. Claro que se a diretoria for trazer jogadores de qualidade, independente da nacionalidade, será bom. O único nome que trabalhei foi o Colmán, que acabou indo para o Dallas. Esse participei, os outros não. Mas tenho dois nomes, apesar do Chavez gostar de jogar mais pelo lado esquerdo, e o Gilberto. Os dois têm fome de jogo, estão mostrando desejo de jogar. Vamos começar o campeonato dessa maneira e vamos analisando com o tempo - afirmou o treinador.

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