Vôlei: Rubinho critica CBV e garante que estava pronto para assumir a Seleção

Em entrevista ao Globoesporte.com, o braço direito de Bernardinho nos últimos quatro anos, Rubinho comentou sobre sua saída da Seleção Brasileira após quase quatro anos. Convidado por Renan Dal Zotto para integrar a nova comissão técnica, não aceitou e, mesmo evitando criticar o novo comandante, afirmou que estava pronto para assumir o posto deixado por Bernardo Rezende.

- Obviamente, eu me sentia preparado para isso. Não existia uma preparação específica. Mas era uma coisa natural, da vivência. Durante o ciclo, eu tive várias direções. Substituí o Bernardo quando ele esteve suspenso pela FIVB, dirigi dez jogos da equipe. Dirigi Pan-Americano, Seleção sub-23. Eu disse a ele: Se eu vou ficar fora do mercado, não posso ficar fora do banco como técnico. Não posso perder minha carreira como técnico. Principalmente se acontecesse o que está acontecendo agora. E eu tive resultados muito bons. Com a sub-23, conquistamos um título mundial. E muitas vezes comandei jogadores que, depois, foram para a Olimpíada. Douglas, Lucarelli. Foi um projeto bacana. Por isso me sentia preparado.

O antigo auxiliar elogia Renan como pessoa, mas o critica como treinador e tenta compreender a preferência da Confederação Brasileira de Vôlei (CVB) pelo ex-companheiro de Bernardinho nas quadras.

- É difícil opinar a respeito. Eu não sei o que passa na cabeça das pessoas. Talvez o passado de jogador de seleção que eu não tenho. Eu sou um técnico que foi forjado na quadra. Eu joguei vôlei até a categoria juvenil em Curitiba, mas não sou alguém com um passado como atleta. Isso deve ter pesado um pouco para ocupar o cargo de técnico da seleção. É difícil falar. Até prefiro não pensar nisso porque a minha conduta é muito parecida com a do Bernardo. Pensamos muito em preparação, em merecimento. Eu não consigo pensar de uma forma que não seja essa. Tive excelentes resultados. Foram dois Pan-Americanos, com um título e um vice. Os resultados foram muito bons. Tinha toda uma preparação. Eu acho que tinha condições, sim.

Rubinho comentou que se encontrou com Renan e que foi muito produtivo, porém não concorda com a forma com que a CBV procedeu.

- Falei com o Renan. Foi um encontro ótimo. Mas não concordei com a forma como a CBV procedeu, por terem escolhido um técnico que não estava na ativa. Isso não tem nada a ver com a pessoa do Renan em si. Sempre nos demos muito bem. Mas a questão é que eu acho que não foi correto. Para o nosso movimento, para os nossos técnicos, que estão na Superliga, principalmente. Optar por um técnico que não está na ativa já há bastante tempo. Não tem só a ver com meu nome ser preterido. Isso é uma questão de opção da própria CBV, eles têm o direito de querer ou não alguns nomes. A CBV é o vôlei brasileiro, então tem de passar uma boa imagem para quem faz o nosso vôlei. Os técnicos que estão na ativa na Superliga são os nossos parceiros na seleção. Então, essas pessoas precisam se sentir valorizadas. Assim como o Marcelo (Franckowiak) está se sentindo agora. Ele é um profissional muito competente. Outros também deveriam, como o próprio Marcelo, (Marcos) Pacheco, Marcelo Méndez. Foi por isso que eu não concordei com a situação e por isso que eu não podia continuar.

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