Dona da Crefisa garante: 'Patrocínio será renovado de qualquer jeito'

Leila Pereira, dona da Crefisa, garantiu na noite desta quarta-feira que o contrato de patrocínio com o Palmeiras será renovado "de qualquer jeito". Ou seja, ela promete manter o investimento milionário no clube mesmo que não consiga se eleger conselheira em eleição com os sócios no próximo dia 11.

O contrato entre as partes, que previa o pagamento de R$ 78 milhões anuais (sendo R$ 12 milhões para os salários de Barrios) venceu em 21 de janeiro. Há uma cláusula que permite que o patrocínio siga vigente por mais um mês enquanto se negocia a extensão do vínculo. A expectativa é de que a renovação seja assinada após a eleição para conselheiros, com reajuste nos valores.

- Nada a ver uma coisa com a outra. Vou deixar claro: esse contrato será renovado de qualquer jeito. Eu amo o Palmeiras e me candidatei para continuar ajudando o clube. Nesses dois anos em que estamos patrocinando o Palmeiras, percebi que poderia ajudar ainda mais participando da política. Mas esse contrato será renovado de qualquer jeito, podem me cobrar - disse a empresária, durante o jantar em que apresentou sua candidatura para sócios e conselheiros do Verdão.

A probabilidade de Leila não conseguir se eleger é mínima. A estimativa é de que um candidato consiga uma vaga com 25 votos, mas a dona da Crefisa deve receber centenas deles. Ela faz parte da chapa "Palmeiras Forte", capitaneada pelo ex-presidente Mustafá Contursi, figura que exerce forte influência na política alviverde.

É Mustafá quem garante que ela é sócia benemérita desde 1996. No último ato de sua gestão, Paulo Nobre, que não se dava bem com Leila, tentou impugnar a candidatura alegando que ela é sócia apenas desde 2015, e que portanto não teria o período necessário para concorrer a uma vaga no Conselho. Maurício Galiotte, o atual presidente, deu razão a Leila e Mustafá e autorizou a candidatura, o que o fez cortar relações com Nobre.

- Eu sou sócia desde 96. Não sei de onde tiraram esse problema que ocorreu. Está sendo tratado administrativamente pelo Palmeiras. Votei para presidente na última eleição, então como sou sócia desde 2015? - rebateu ela, que despistou sobre o projeto de virar presidente no futuro.

- O que penso em ser é conselheira. Preciso continuar ajudando nosso clube como ajudamos nos últimos dois anos. Eu me sinto um pouquinho responsável por tudo que vem acontecendo com o Palmeiras e espero que os sócios acreditem no nosso projeto - afirmou.

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