Homenageada pela Mancha, Leila defende incentivo ao Carnaval: 'Não vejo motivo para polêmica'

Leila Pereira, dona da Crefisa, foi homenageada pelo presidente da escola de samba Mancha Verde, Paulo Serdan, durante o jantar que marcou a apresentação de sua candidatura ao Conselho Deliberativo do Palmeiras. Ela ganhou de presente uma réplica gigante da taça do Brasileirão e um pavilhão da escola, que receberá R$ 1,3 milhão de incentivo via Lei Rouanet para preparar o desfile deste ano. As duas partes ficaram irritadas com a repercussão dessa informação.

- Eu não vejo motivo para essa polêmica tão grande. É bom até esclarecer. Não é nem investimento, é um projeto super bem elaborado que foi aprovado pelo Ministério da Cultura. O presidente da escola me apresentou o projeto e eu não vejo problema nenhum. Não é o primeiro ano em que aplico, no ano passado nós também ajudamos a escola de samba (com R$ 250 mil, também via Lei Rouanet). Acho que é muito válido, porque é uma festa popular, como o futebol, e leva alegria a milhares de pessoas - disse Leila Pereira, que depois enumerou os outros incentivos dados por suas empresas:

- É bom a imprensa saber também que não aplicamos só no Carnaval. Se vocês não sabem, somos um dos maiores incentivadores do GRAAC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer). Em 2016, fomos os maiores doadores do GRAAC e isso a imprensa não fala. O setor de hematologia do Hospital das Clínicas está sendo reformado pela Crefisa, o setor de transplante de rins do Hospital das Clínicas está sendo reformado pela Crefisa, temos o Projeto Tigrinho, em que aplicamos pela Lei de Incentivo ao Esporte na região do ABC e incentivamos milhares de crianças no esporte. Por que essa polêmica toda em cima de um projeto de incentivo ao Carnaval? Por que não falam do incentivo ao GRAAC, ao Hospital das Clínicas, do Projeto Tigrinho? São projetos extremamente bacanas que também ajudamos pela Lei de Incentivo e ninguém noticia. Eu não gosto de falar, porque acho muito chato fazer propaganda dessa parte de ajuda que nós damos, mas como descobriram da escola de samba, podiam descobrir do Hospital das Clínicas e do GRAAC também.

Paulo Serdan, por sua vez, lembrou de episódios semelhantes em clubes rivais. Ele citou a foto em que Carlos Miguel Aidar, então presidente do São Paulo, aparece arrumando a gravata do presidente da Independente, e lembrou que o Corinthians destinou a renda de um jogo em 2009 para um desfile da Gaviões da Fiel que homenageava o centenário do clube.

- A Torcida Mancha Alviverde é outra coisa. Uma coisa é a Escola de Samba Mancha Verde a outra é a torcida Mancha Alviverde. Não misturem, não comecem a falar que a torcida é vendida. A torcida não vai ter ônibus, não vai ter fumaça por causa desse dinheiro. A torcida não está se vendendo, a escola não está se vendendo. É uma prática comum aprovar incentivo pela Lei Rouanet. O nosso pecado é querer fazer nosso povo feliz - argumenta Serdan.

A relação entre a Mancha e os donos da Crefisa, Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, sempre foi muito estreita. Essa situação desagradava o ex-presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, que não se dava bem nem com a organizada e nem com a patrocinadora.

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