Vida na roça, amigo de Ronaldinho e gratidão a Dorival: quem é L. Donizete

  • Dennis Calçada/ Santos FC

Conhecido como um jogador de força, Leandro Donizete leva a qualidade também fora dos gramados. Desde pequeno, o garoto suou a camisa e insistiu na sua carreira no futebol. Antes na colheita de laranja e até de cortador de cana, o volante campeão da Libertadores foi incentivado pelo técnico da Ferroviária, na época Douglas Neves, para trilhar o profissional. A rotina do atleta era puxada, os treinos eram na parte da manhã. O sol era forte, segundo ele, judiava. Além disso, o gramado não era dos melhores.

"Na época não tinha como reclamar. Era quarta divisão, os treinos sempre na parte da manhã.. O calor judiava. Já estou bem 'judiadinho' por causa do sol (risos), não é de agora não. Muito adaptado já (com o gramado), mas independentemente do campo, temos que nos adaptar o melhor possível, fazer boas jogadas e conquistar vitórias", conta em entrevista para o L!.

De olhos no então jovem jogador, o técnico Dorival Júnior acompanhou o menino e pediu a contratação para o time que comandava na época, o Coritiba, em 2008. Em 2012 o treinador insistiu em Leandro, quando esteve no Flamengo e no início deste ano pediu pela contratação no Peixe. Agradecido pela projeção ao futebol nacional que o treinador concedeu, o volante chega ao Alvinegro em 2017 e promete mostrar sua categoria. Além do respeito por Dorival.

"Depois que saí do Ferroviária minha vida mudou, foi só alegria. Foram 14 títulos e uma passagem muito boa pelo Coritiba. Depois para fechar, joguei Libertadores, Copa do Brasil, foi sensacional jogar com grandes jogadores. E hoje uma oportunidade dessas. Eu estou feliz demais. Três anos de contrato para uma equipe dessa não é para qualquer um. Pode ter certeza que vou honrar essa camisa. Dorival é um baita treinador, na época já era bom, agora está mais atualizado ainda. E eu tenho certeza que vamos ser felizes aqui.

Companheiro de Ronaldinho Gaúcho no Atlético-MG, os elogios do ex-melhor do mundo são utilizados por Donizete até como argumento para os que contestam sua categoria, algumas vezes não vista por quem dá ênfase à marcação ou a faltas cometidas.

"Ele me disse: "pô, você joga demais. Toca, dá passe, na Europa você vai se dar muito bem.".Então levo para mim essa coisa boa. Um cara que entende, que é craque, ele não deve estar mentindo para mim (risos). Nos damos bem. Sempre que estamos na mesma cidade a gente combina de se encontrar. É um amigo - brinca.

Zete para os amigos e General para os adversários, Leandro tem a chance de mostrar no Santos tudo que o consagrou em Araraquara, Coritiba e Belo Horizonte.

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