Vladimir assume titularidade para fechar o gol e 'deixar Vanderlei feliz'

Vladimir vai ter mais uma rara chance de ser titular do Santos neste domingo, contra o Red Bull, às 11h, no Pacaembu. Com 47 jogos em dez anos de clube, o camisa 12 vai substituir Vanderlei, que fraturou dedo anular da mão esquerda. O titular passou por cirurgia neste sábado e não tem previsão de volta.

Depois de se destacar contra Palmeiras e Corinthians em 2015, e fazer boas defesas na vitória por 3 a 0 sobre o Atlético-MG no ano passado, Vladimir quer provar mais uma vez que pode dar conta do recado. E "deixar Vanderlei feliz" com o gol bem protegido.

- Acho que cada jogo tem sua história. Objetivo é contribuir e ajudar o Santos a sair com vitória. Se eu fizer atuação que lembre alguma dessas partidas, vou ficar muito contente, mas desde que a vitória venha junto - disse o goleiro em entrevista ao L!.

- Sexta-feira ele saiu do treino e foi fazer o raio X e quando retornou já fez o comunicado para todos nós, chegou chateado. É complicado, muito chato a gente se lesionar, ficar de fora. Principalmente agora, um ano muito promissor, ele vinha numa sequência muito boa. Vou fazer o que eu puder para deixá-lo menos chateado. Seja jogando, fazendo as defesas, continuar dando seguimento ao bom trabalho dele. Acho que o deixaria contente.

Antes de ter a primeira chance na temporada, o Menino da Vila precisou decidir entre permanecer ou sair para ter sequência de jogos como titular em outra equipe - Ponte Preta e Chapecoense se interessaram. A opção foi de ficar e renovar contrato até o fim de 2018.

- Completo dez anos em 2017, muito tempo de casa, e todo ano brigando por títulos, isso acaba pesando muito. É difícil abandonar tudo isso e tentar correr atrás em outra equipe. Ganhar títulos é marcante, vestir camisa de clube grande é para poucos. Fora outros fatores que acabaram com essa decisão. Renovei até o fim de 2018 e espero que eu possa ter vitórias, títulos e glórias até o fim do contrato - explicou.

Vladimir é o atleta que está há mais tempo no elenco santista e também o mais vitorioso: oito títulos, sendo cinco deles paulistas, uma Copa do Brasil, uma Libertadores e uma Recopa Sul-Americana. Com o currículo recheado, o baiano deseja se aposentar na Vila Belmiro, mesmo que ainda seja cedo.

- Completo dez anos em 2017, muito tempo de casa, e todo ano brigando por títulos, isso acaba pesando muito. É difícil abandonar tudo isso e tentar correr atrás em outra equipe. Ganhar títulos é marcante, vestir camisa de clube grande é para poucos. Fora outros fatores que acabaram com essa decisão. Renovei até o fim de 2018 e espero que eu possa ter vitórias, títulos e glórias até o fim do contrato - explicou.

- Eu penso sim nessa possibilidade (encerrar a carreira no clube). Lógico que é preciso ter a vontade dos dois lados. Da minha parte, sim (risos). A gente acaba se apegando ao clube, cidade, torcida. Costumo dizer que é um orgulho que nem todos podem ter estar aqui há uma década. Tenho 27 anos e dá para jogar mais dez anos no Santos. Tem muita coisa pela frente na minha carreira - concluiu o arqueiro.

Vladimir atuou três vezes como titular em 2016 - no empate, em 1 a 1, com o Santos-AP e nas vitórias diante do Galvez e Atlético-MG. O goleiro ainda jogou por dez minutos na derrota, por 1 a 0, para o América-MG. Como Vanderlei não tem previsão de volta, o reserva pode emplacar uma sequência neste início de temporada e até estrear na Libertadores, dia 9 de março contra o Sporting Cristal, fora de casa.

Confira a entrevista exclusiva do Vladimir ao LANCE!:

Você pensa em ganhar a vaga de Vanderlei como titular ou só substitui-lo quando necessário?

Eu penso em fazer minha parte. Hoje eu sei que a condição é de suplente. O Vanderlei vem fazendo bons campeonatos. Mas qualquer atleta de futebol pensa sim e comigo não é diferente em se tornar titular numa grande equipe e se firmar como titular. Essa oportunidade apareceu, vou procurar dar o meu melhor, independentemente de ficar como titular ou não. Meu pensamento é apenas de ajudar o Santos quando solicitado.

Você é reserva, mas tem a total confiança da comissão técnica. Dorival sempre o elogia...

Eu fico muito contente pela confiança toda que é depositada em meu trabalho. Já havia trabalhado com essa comissão antes, em 2010. E agora tenho o prazer de trabalhar com eles novamente. Espero dar o meu melhor e corresponder à altura.

O jogo contra o Corinthians, empate em 1 a 1, foi o melhor da sua carreira?

Aquele jogo está marcado na memória. A partir daquele jogo eu tive sequência e fomos coroados com título. Nunca vou esquecer aquele dia especial.

O próximo jogo é contra o Red Bull Brasil, mas quarta tem São Paulo na Vila. Já dá para pensar no clássico?

Hoje a preocupação é no jogo de amanhã, contra o RB. Quarta é clássico, a gente sempre imagina sair com vitória. Objetivo é contribuir e ajudar o Santos a vencer, seja em clássico ou não.

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