Raí, Fabuloso, Muricy, Kaká e Ceni: sina de voltas de ídolos ao Morumbi

O Morumbi tem em sua história grandes públicos para grandes decisões do futebol brasileiro e sul-americano. Mas, nas duas últimas décadas, o estádio acostumou-se à festas grandiosas também para receber a volta de ídolos do São Paulo. De Raí a Kaká, essa sina terá mais um capítulo às 17h deste domingo, quando Rogério Ceni reencontrar sua casa como técnico na partida da segunda rodada do Campeonato Paulista, contra a Ponte Preta.

Até aqui, a nova carreira do Mito teve quatro jogos, todos longe do estádio são-paulino. Estreou no Al Lang, em St. Petersbourg, e foi campeão da Florida Cup no Bright House, em Orlando, ambos nos Estados Unidos. No Paulistão, debutou na Arena Barueri, enquanto o Castelão de São Luis abrigou seu primeiro compromisso na Copa do Brasil. Agora, a expectativa é que a volta ao Morumbi tenha 50 mil pessoas, também uma sina dos retornos dos ídolos.

A história moderna de ícones colocando suas conquistas passadas em risco começa em 1998. Raí, já bicampeão da Libertadores e com taças do Mundial de Clubes e do Campeonato Brasileiro, aceitou voltar ao São Paulo e estrear logo na segunda final do Paulistão contra o Corinthians. Problema? Bom, o gol marcado e o título faturado diante de 80 mil pessoas no Morumbi respondem.

A última década reservou ainda mais reencontros. O primeiro deles em 2011. Após meses de tratamento no Reffis e mais de R$ 17 milhões investidos, Luis Fabiano reestreou no estádio contra o Flamengo para mais de 63 mil torcedores. O centroavante, que sonhava em ser o maior artilheiro do clube - terminou com 211 gols, na terceira colocação do ranking -, passou em branco e o Tricolor acabou derrotado por 2 a 1 na 27ª rodada do Brasileirão. Assim como Raí, Fabuloso também foi campeão em seu retorno, mas em 2012, com a conquista da Copa Sul-Americana.

Dois anos mais tarde, foi um técnico quem pôde retornar ao Morumbi. Muricy Ramalho foi contratado às pressas para livrar a equipe da briga contra o rebaixamento na Série A e mostrou o valor de sua idolatria ao vencer, de cara, três partidas. A primeira delas por 1 a 0, com público de 27 mil torcedores (setores estavam interditados devido a show que seria realizado dias depois), na 20ª rodada do Brasileirão, justamente contra a Ponte Preta, a primeira rival do técnico Rogério Ceni no estádio.

A última das grandes voltas aconteceu em 2014. Emprestado pelo Orlando City (EUA) por seis meses, Kaká queria um grande título no São Paulo para se firmar como um dos grandes ídolos da história - na primeira passagem, venceu apenas o Torneio Rio-SP. A reestreia foi na 14ª rodada do Brasileirão, com triunfo por 3 a 1 sobre o Vitória e o início de uma arrancada que levaria o time ao vice-campeonato nacional com 30 mil torcedores no estádio. O craque, como Muricy, não levantou taças após retornar.

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