Fluminense oficializa acordo com a Under Armour por três temporadas

Agora é oficial: a Under Armour é a nova fornecedora de material esportivo do Fluminense. Na manhã desta segunda-feira, na Sede das Laranjeiras, o presidente Pedro Abad anunciou o acerto com a empresa norte-americana, pondo fim à novela que se arrastava desde o fim da gestão de Peter Siemsen.

- Parceria, para mim, já é muito vencedora. Foram conversas longas para selar o acordo entre essas duas marcas gigantes do esporte - afirmou Pedro Abad.

Under Armour e Fluminense assinaram um contrato válido pelas próximas três temporadas. Os uniformes 1 e 2 serão apresentados no dia 21 de julho, data em que o clube das Laranjeiras completará 115 anos de existência.

Além do futebol profissional, as divisões de base, o futsal e os esportes olímpicos serão abastecidos pela empresa. Até esta data, no entanto, o clube seguirá utilizando o material esportivo da antiga fornecedora, explicou Abad.

- O processo de elaboração e distribuição de camisas são planejados com bastante antecedência. As empresas estão planejando o ano de 2019, e nós estamos entrando na grade de 2017. Por isso temos esse prazo - afirmou o presidente, que comentou que os novos uniformes precisarão ser aprovados pelo departamento de marketing e conselho deliberativo do Fluminense:

- Queremos entregar o mais rápido possível ao torcedor o que eles querem.

No Brasil, a Under Armour, fundada em 1996, também fabrica os uniformes do São Paulo desde o início de 2015. Tottenham, Aston Villa e Southampton, todos da Inglaterra, são outros clubes patrocinados pela empresa americana, assim como o AZ Alkmaar, da Holanda, e o chileno Colo-Colo.

- O Flu tem valores sinérgicos com o da Under Armour. É um clube que vai ajudar demais na expansão da marca no Brasil - afirmou Audrio Magalhães, gerente de Marketing da Under Armour.

EXPERIÊNCIA RUIM E RESCISÃO COM A DRYWORLD

Após o fim da duradoura parceira com a Adidas, fornecedora do clube das Laranjeiras entre 1996 e 2015, o Fluminense acertou com a Dryworld para a temporada de 2016, mas a empresa canadense não cumpriu as obrigações.

Além de não pagar os R$ 13,5 milhões anuais, a Dryworld teve problemas no fornecimento do material esportivo tanto para o clube quanto para a torcida. Com a exceção do time profissional de futebol, outras departamentos seguiram usando Adidas. Por exemplo, as divisões de base e o time feminino de vôlei.

A diretoria do Fluminense iniciou o processo de rescisão com a Dryworld ainda em novembro. Na Justiça canadense, país-sede da empresa, o clube move a ação e cobra o valor total do contrato - assinado em dezembro de 2015 e com validade até 2020, mais multa por quebra de contrato, perda e danos materiais.

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