Paternidade e retorno: Luiz completa um ano de Santos e vive ansiedade

  • Divulgação/SantosFC

Ter 23 anos e ser titular do Santos sem nunca ter jogado a Série A do Brasileirão é sonho de milhares de jovens. Era esse sonho que o zagueiro Luiz Felipe vivia até o dia 29 de outubro, quando o Peixe venceu o Palmeiras por 1 a 0 na Vila Belmiro. Ao mesmo tempo em que todos os alvinegros comemoravam a vitória sobre um dos maiores rivais, o camisa 2 olhava apreensivo para o joelho direito, o qual mais tarde foi operado por uma ruptura ligamentar. Três meses depois e um ano após ser apresentado, ele ainda está no departamento médico, mas o futuro promissor é o que ilumina as ideias do defensor.

A primeira boa notícia vem dos médicos: dentro de três meses, ele poderá voltar aos treinos e a disputar posição. A segunda vem da Conmebol. Com a extenção da Libertadores, Luiz Felipe mantém acesa a vontade de disputar a Libertadores da mesma que deixou o Brasileirão do ano passado, como titular.

Mas a melhor de todas veio dentro da própria casa. Ao mesmo tempo em que voltará ao gramado, viverá a expectativa de ganhar a primeira filha, Ana Luiza.

Com essa mistura de sentimentos, todos predominados pela ansiedade, Luiz Felipe não deixou a dor atrapalhar e manda um recado à torcida do Santos: "Quando eu voltar, vou voltar com mais vontade do que quando acabei a minha temporada passada, me dedicar mais, tentar melhorar naquilo que eu vinha errando e fazer de tudo para trazer título para o torcedor!".

Confira a entrevista exclusiva com o zagueiro do Peixe:

Qual foi sua reação logo após os primeiros exames?

Foi minha primeira lesão séria na carreira. A princípio, eu fiquei chateado por saber o tempo que eu ficaria fora (seis meses a partir de novembro). Logo fui saber como é a recuperação, se o jogador consegue voltar a jogar em alto nível, então tudo isso me deixou mais tranquilo. Até pelo fato do Gustavo Henrique ter se machucado e me passou bastante tranquilidade, porque já é a segunda dele. Ele me deixou bem tranquilo.

Assim que saiu a notícia de que a Libertadores terá maior duração, qual foi seu pensamento?

Fiquei muito feliz. Tendo a possibilidade de jogar, deu mais ânimo ainda. É mais um sonho que eu tenho, estamos trabalhando firme, sempre com esse objetivo, quem sabe de voltar e disputar a Libertadores?

Você estava sendo elogiado até se machucar. Acredita que, se tivesse mais tempo de jogo, estaria na seleção do campeonato?

Acredito que sim, acho que eu estava fazendo um bom campeonato, a equipe fez um bela campanha e isso ajuda, né? Apesar de que faltou cinco rodadas para acabar. Mas quem foi para a seleção, foi um pessoal que mereceu, fizeram um campeonato excelente. Não posso dizer se merecia ou não. Importante foi que o Santos se classificou para a Libertadores, que era nosso objetivo.

Sua lesão foi igual a do Gustavo Henrique apenas um mês depois. É mais fácil se recuperar tendo o parceiro de zaga do lado?

Ninguém queria estar nessa situação junto. Mas já que estamos, a gente se abraça, um ajuda o outro. Quando um está pra baixo, ou com um desconforto, o outro tenta levantar, tenta dizer que isso não é nada. Ajuda bastante o fato de não estar sozinho. É um período longo, estar com um parceiro faz parecer que é menos tempo.

Pelo fato de estarem juntos na recuperação, sonham em conquistar títulos formando a dupla de zaga?

Já imaginei. A gente tem que sonhar. Só com sonhos a gente consegue. Brincamos dizendo que vamos voltar, se Deus quiser. Quem sabe em uma final, podendo estar junto novamente, a gente está trabalhando e vamos continuar para quem sabe realizar esse sonho.

O que os médicos dizem sobre sua recuperação?

Está dentro do que era planejado, agora estou no período de campo, começando a correr. Está bem certinho, o pessoal está elogiando a recuperação. A gente está com cautela pra não passar dos limites, mas está dentro do que planejamos.

Existe alguma cobrança na sua casa, de familiares, ou até dentro do clube para não se esforçar e atrapalhar a recuperação?

O pessoal da fisioterapia pega um pouco (no pé), às vezes a gente se empolga, quer chutar uma bola... Eles chamam a atenção, querem dar uma brecada na gente. Eu sou muito tranquilo. Não quero fazer nada demais para prejudicar.

Fez alguma promessa para voltar o quanto antes?

Promessa é de me dedicar todos os dias. É o mínimo que eu posso fazer para voltar bem. Se demorar um pouco mais, um pouco menos... O importante é voltar bem e estar podendo ajudar meus companheiros.

Que tipo de torcedor você descobriu ser enquanto assistia aos jogos pela televisão?

É ruim demais ficar fora, dá muita agonia não poder ajudar. A gente acostuma estar em campo, ajudando... Então, quando fica fora e não pode fazer nada, a não ser torcer, é muito difícil. O mais difícil é ficar assistindo. Xingo juiz, xingo adversário. Eu viro torcedor. Não vou mentir, se alguém perde um gol ou faz algo errado, eu xingo também (risos). Brincadeiras à parte, sei que ninguém faz por querer. A gente fica na torcida, isso deixa a gente bastante ansioso.

Você nunca teve fama de zagueiro mal encarado. E agora que será pai de uma menina, promete ser mais bravo?

Agora muda tudo. Vai ser marcação cerrada! (risos)

 

 

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