Felipe não pensa em parar e relembra Fla x Santos com R10 e Neymar

O Boavista se classificou na Copa do Brasil após derrotar a Portuguesa (SP), em São Paulo na última quarta-feira. Um dos principais jogadores do clube de Saquarema, o goleiro Felipe, Bicampeão da competição conversou com exclusividade ao LANCE! e contou como está sendo viver esse momento no Verdão de Saquarema.

- Temos um time com diversos jogadores experientes e que já conquistaram muitos títulos em suas carreiras. Isso conta muito numa competição mata-mata como é a Copa do Brasil. Estamos jogando com inteligência e sabendo explorar nossos pontos fortes. A cada partida ganhamos mais confianças, mas sem criar muita expectativa. Nosso foco é somente no próximo adversário.-Afirmou

Felipe reencontrou Joel Santana no Boavista, o treinador e o goleiro já trabalharam juntos no Vitória (2003) e no Flamengo (2012), e falou também como está sendo essa nova experiência com o comandante do time de Saquarema.

- O Joel me conhece há muito tempo. Foi ele quem me subiu para os profissionais no Vitória. Depois foi meu treinador no Flamengo e agora nos reencontramos de novo. Ele é uma pessoa especial e um profissional de primeira linha. Eu nem preciso falar isso, né? Porquê o currículo dele já fala por si só. Tomara que tudo dê certo e as coisas continuem boas na Copa do Brasil e melhorem no Estadual. - comentou

Com passagens marcantes por Flamengo e Corinthians, o arqueiro afirmou que ainda não sabe se um dia voltaria ao clube e não pensa em aposentar as chuteiras, mas se arrepende de ter discutido com Andrés Sanchez (na época presidente do Timão).

- A única coisa que me arrependo até hoje na minha carreira foi a forma como eu saí do Corinthians, discutindo num programa de TV, ao vivo, com o presidente Andres Sanches. Hoje em dia nos falamos normalmente quando nos encontramos e sabemos que extrapolamos naquele episódio. Foi desnecessário, realmente. - Disse arrependido

Certas coisas nas nossas vidas ficam para sempre na memória, e guardamos em um lugar especial. Perguntando sobre o momento mais marcante de sua carreira, Felipe nem hesitou em responder que foi o memorável 5 a 4 entre Flamengo e Santos, um jogo que teve Ronaldinho Gaúcho e Neymar comandando o espetáculo em campo.

- Os títulos são sempre marcantes. Cada um à sua maneira, mas sem dúvidas é sempre um marco na carreira de qualquer atleta. Mas uma coisa que nunca vou esquecer foi aquele jogo entre Flamengo e Santos, na Vila Belmiro, com Neymar e Ronaldo (Gaúcho) "acabando" com o jogo. Neymar fez o gol do Prêmio Puskas. Ronaldo deu a vitória pra gente. E eu ainda peguei um pênalti batido de cavadinha. Aquela partida ficará viva para sempre na minha memória.- Finalizou

Na terceira fase da Copa do Brasil, o Boavista vai encarar o Sport, o mando de campo ainda não foi sorteado e o dia também não foi definido. Pelo Campeonato Carioca, a equipe de Saquarema inicia sua trajetória na Taça Rio contra o Fluminense, em Bacaxá, no dia 12 de março.

Confira o bate-bola completo com o goleiro Felipe.

Como está sendo feita a preparação para a Copa do Brasil e para a sequência do Campeonato Carioca?

Apesar do clube ser de Bacaxá, treinamos no Rio. O grupo é muito bom, nossa comissão técnica muito experiente. O dia a dia é de muito trabalho, mas também muita satisfação de todos.

Como você projeta o seu futuro no Boavista, do clube e na carreira?

Eu vim para o Boavista para dar o meu melhor. O projeto que o clube montou esse ano foi muito bom, muito sério, com profissionais de muita qualidade. Então meu pensamento no momento é exclusivamente fazer um bom Campeonato Carioca. O que virá depois é consequência de um bom trabalho realizado aqui. Sobre o clube, não tenho dúvidas que tem um futuro promissor. É gerido por pessoas do bem e competentes no que fazem. O futebol precisa disso.

Você retornou Rio de Janeiro, como está sendo essa readaptação no futebol carioca. Está sendo diferente de tudo que já viveu?

O Rio é minha casa. Apesar de ter sido criado em Salvador, eu nasci aqui, minha família toda é carioca. Isso também pesou para eu aceitar a proposta do Boavista. Está sendo muito bom reencontrar amigos antigos. Não existe readaptação à sua casa, né? (risos)

Em 2016, você voltou ao Bragantino, após curta passagem pelo Figueirense e acabou rebaixado com o clube. Como foi para você da a volta por cima e recomeçar em 2017? O que mais te motivou?

O ano de 2016 infelizmente não acabou do jeito que eu esperava. Fui para o Bragantino para voltar a jogar. Sou muito grato ao presidente que me deu essa oportunidade. Correspondi em campo. Fui eleito pela Federação Paulista o Melhor Goleiro da Série A2. Mas no Brasileirão as coisas não andaram. O time não foi bem dentro de campo e aí aconteceram mudanças fora das quatro linhas. Mas pude mostrar pra mim mesmo que eu ainda estou em totais condições técnicas de defender um grande clube novamente. E sigo trabalhando forte, agora no Boavista, com essa mesma confiança.

Você já teve muitas experiências ao longo da carreira, como é transmitir isso para os jovens jogadores?

Procuro sempre conversar com os atletas e mostrar que pra vencer no futebol precisa de muito treino. Não é fácil. Todos os títulos que eu conquistei foram com equipes que não perderam o foco. Então é importante se dedicar aos treinos, para que no jogo as coisas aconteçam da melhor maneira.

Dos técnicos que você já teve na carreira, quais foram mais marcantes?

O próprio Joel (Santana) tem um papel muito importante na minha carreira. Além deles o Mano Menezes, na época de Corinthians, e o Luxemburgo, que foi quem apostou em mim na minha vinda pro Flamengo.

Você pretende algum dia voltar ao Flamengo ou ao Corinthians, seja como treinador ou com outra função no departamento de futebol?

Sinceramente, não tenho ideia ainda do que fazer quando encerrar minha carreira. Está muito longe ainda de acontecer. (risos)

O que você mais se lembra dos bastidores do Flamengo?

Éramos um grupo de parceiros. É claro que existiam os que eram mais afinados com outros. Normal. É sempre assim em qualquer grupo de trabalho, seja qual for a profissão. Mas, de uma maneira geral, havia uma parceria e um respeito muito grande entre todos. Não à toa vieram os títulos.

Por você ser considerado um jogador polêmico, você acredita que isso fechou algumas portas na sua carreira? Se arrepende de algo?

Acho que as pessoas têm uma imagem errada de mim. Eu não sou polêmico. Eu apenas sou autêntico nas minhas declarações. Ou seja, não faço nada demais, além de dar minha opinião sincera sobre o que me é perguntado. Não sou de dar resposta feita para agradar A ou B. Eu falo o que acho certo falar. Mas, infelizmente, as pessoas querem sempre levar para o mau caminho. Isso é muito ruim, porquê acaba fazendo com que os atletas, e até artistas e outras pessoas públicas, tenham sempre frases prontas. Para não criar nenhum tipo de polêmica.

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