Oliveira sai em defesa do Santos e cobra apoio da torcida: 'Chateado'

  • Ivan Storti/ Santos FC

    Ricardo Oliveira comemora gol da vitória do Santos sobre o Fluminense

    Ricardo Oliveira comemora gol da vitória do Santos sobre o Fluminense

O Santos terá diante do Botafogo-SP, neste sábado, às 17h, na Vila Belmiro, seu principal atacante. Com isto, ganhou também o retorno do líder do elenco e foi exatamente essa a postura, de liderança, que Ricardo Oliveira adotou na entrevista coletiva desta sexta-feira.

O camisa 9 defendeu seus companheiros, sobretudo o técnico Dorival Júnior, responsável por mudanças táticas. Porém, a defesa que mais chamou a atenção foi em relação às críticas da torcida.

Oliveira não quis comentar a presença de torcedores para uma reunião no CT Rei Pelé, mas falou da atitude dos que foram até a porta do vestiário da Vila Belmiro e cantaram em tom ríspido.

"Temos necessidade de voltar a vencer, com alegria de vitória, retomar um caminho. A partir dai, a gente vai dar continuidade no trabalho. Eu vi um profissional falando que tem dois times no Brasil que estão na frente dos demais. E um dos dois era o Santos. Que peso isso tem? É bom a gente entender que tem pessoas de fora, que são rivais, que sabem a força que nós temos. O que eu não consigo entender é que a minha torcida, conhecendo os jogadores que tem, time há dois anos juntos, que tem dado o seu melhor e que nunca deixou de honrar camisa, não esteja do meu lado. É hoje que eu preciso. Enquanto adversários valorizam a gente, alguns torcedores, que não é maioria, dizem que não merecemos vestir essa camisa. Cada um tem direito de achar o que quer. Nossa torcida em totalidade está com a gente.

"Aqui existe muita convicção. Nada vai tirar isso da nossa cabeça. A gente só fica chateado porque é o momento de ver o torcedor aplaudindo e gritando, porque é nas dificuldades que vemos quem de fato está do nosso lado. Na verdade é fácil. O rico granjeia muito os amigos, segundo a Bíblia, mas o pobre até o amigo abandona. É no momento de dificuldade que dá para ver quem de fato está ao lado", cobrou.

Desfalque no empate com o Ituano, na terça-feira, o atacante dá continuidade a uma programação de exercícios complementares da pré-temporada, mas analisou de perto o último jogo. Apesar de não concordar com críticas à tática, o capitão não esconde o psicológico abalado da equipe.

"Quando as coisas dão certo, pouco se fala disso. Agora, com as coisas erradas, isso vêm à tona. Não estamos conseguindo definir a melhor opção a ser tomada. Estamos procurando melhorar nisso. Continuamos com muita qualidade em todos os setores. Precisamos ser efetivos. Se meu gol contra a Ferroviária fosse válido, acredito que resultado seria diferente. E ai perdemos o jogo. E tínhamos perdido o clássico, quando jogamos bem. Futebol é isso. A gente puxa estatísticas, mas quem ganhou o jogo? Acabou. Futebol é resultado. E depois cada um vende seu peixe. Dentro de futebol de resultado, vem o futebol vistoso por causa da confiança. Talvez estejamos tendo um pouquinho de dificuldade de lidar com essa situação, adversário fechado e nós precisando de mais paciência, sabendo lidar com ansiedade, que pode ser que em algum momento nos atrapalhe, não acredito nisso, mas temos que encontrar os espaços para sermos efetivos", acrescentou.

"Quem não corre, não joga. É muito físico. Então vamos mudar: fazer atletismo. Correr só e deixar a bola de lado. Temos que pensar! Ter qualidade. Nosso time joga assim. Resultados não estão vindo, infelizmente, mas as convicções ninguém tira. Estamos no caminho certo", finalizou.

O Peixe deve ir a campo com: Vladimir; Victor Ferraz, Cleber, Yuri e Zeca; Leandro Donizete, Thiago Maia e Vitor Bueno; Thiago Ribeiro, Copete e Ricardo Oliveira.

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