Calejado por 2014, Ferraz vira líder do Santos para 'acabar' com má fase

  • Ivan Storti/ Santos FC

O santista tem motivos de sobra para estar insatisfeito com as recentes atuações do time, que não vence há três jogos. Mas há na equipe quem já tenha vivido momentos bem piores, e na própria Vila Belmiro. Um dos únicos remanescentes de 2014, Victor Ferraz já encarou seis meses de salários atrasados, 11 jogos sem vitórias e vaias...

Toda a vivência do lateral-direito de 29 anos serviu para o técnico Dorival Júnior escolher o camisa 4 para ser o capitão do Peixe nas ausências de Ricardo Oliveira e Renato. Neste sábado, diante do Botafogo-SP, às 17h, na Vila Belmiro, pela sexta rodada do Paulistão, Ferraz devolve a faixa a Oliveira, mas não esquece do foco principal: acabar com o jejum de vitórias e com o momento ruim.

"As fases não têm comparação. Em 2014 foi bem mais complicado, chegamos a ficar 11 jogos sem vencer, eu naquela época jogava pouco, tinha o Cicinho e ele jogava mais do que eu. Deu para eu observar bastante. Deu para eu aprender como sair dessas situações, como que o clube fica em um momento difícil. Passamos pela dificuldade de ficarmos com quase seis meses de salário atrasado, então foi fora e dentro de campo a dificuldade. Mas conseguimos, em 2015, reverter esse quadro, resgatamos o Santos para ele disputar as competições que merece. Vivemos em uma instabilidade pelos três jogos sem vitória, mas esperamos que contra o Botafogo acabemos com isso", declarou em entrevista ao Lance!

Além da liderança, do bom humor e dos cabelos enrolados, Victor carrega outro rótulo no Peixe: o de "fominha". Nem mesmo quando sente dores o ala deixa de jogar.

Contra o Ituano, na última rodada, ele chegou a fazer exames por conta de dores na perna direita. Sem um diagnóstico grave, foi para o jogo com a faixa de capitão e ainda deu satisfações sobre o placar sem gols.

"O torcedor, quando você entra em campo, ele quer que você entre e vença. Para ele é indiferente se você está machucado, doente, com problema em casa. Nós sabemos disso também. Nós, jogadores, não podemos usar como desculpa, não, se nós optamos por estar em campo, a gente tem que deixar tudo nosso ali dentro, tem que jogar bem e vencer os jogos. Mesmo sabendo que não acontecerá isso em todas as vezes. Mas, o torcedor sempre vai cobrar", justifica.

Nordestino nascido em João Pessoa, capital da Paraíba, Victor nega as origens quando o assunto é Carnaval. Neste sábado, a folia dará lugar ao alívio, mas só em caso de vitória.

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