Eduardo vê 85 minutos de bom futebol e rasga elogios a Borja

A possibilidade de inscrever Miguel Borja no Campeonato Paulista apareceu na segunda-feira, quando a gravidade da lesão no joelho de Moisés foi confirmada, mas o Palmeiras ainda considerava difícil que ele tivesse condições físicas de estrear contra a Ferroviária, até porque viajou no meio da semana para receber o troféu Rei da América no Uruguai. Mas o colombiano se esforçou para ficar à disposição. Segundo Eduardo Baptista, ele treinou durante a viagem e por isso conseguiu estar em campo e marcar um gol na goleada deste sábado.

- A gente não esperava contar com o Borja para esse jogo, mas a partir do momento da fatalidade com o Moisés nós começamos a pensar em utilizá-lo. Lá no Uruguai, ele treinou por conta, orientado pelo departamento físico. Ele queria muito jogar, ontem (sexta) fez um treino bom. É um artilheiro e mostrou isso hoje. Nos dois, três minutos ruins do Palmeiras, quando estávamos nos acertando com a saída do Thiago, ele e o Dudu resolveram. O Dudu poderia ter ido para o gol, mas preferiu servir o companheiro - disse o técnico do Palmeiras.

- O Borja parece que já está com a gente há muito tempo, por ser muito simples, humilde, trabalhar muito forte. A gente ficou triste na segunda com a notícia do Moisés. Na segunda à noite, a gente sabia que podia colocar o Borja. Só que ele tinha uma viagem programada para receber prêmio, quarta e quinta não poderia treinar. Sabíamos que não estava no ideal para iniciar, mas pela qualidade dele, teria condições de atuar. Ontem, antes de eu perguntar alguma coisa, ele falou: 'Professor, eu treinei, trabalhei, quero estar junto'". Ele fez um treinamento que nos agradou, a parte física não fez nenhuma objeção. Dentro do que foi programado, nós atingimos - acrescentou.

Muito pressionado após a derrota por 1 a 0 para o Corinthians, na quarta-feira, o Palmeiras teve boa atuação neste fim de semana. De acordo com Eduardo Baptista, foram 85 minutos de bom futebol, sendo que os cinco minutos de instabilidade foram causados pela saída forçada de Thiago Santos, volante mais marcador do meio de campo, que estava com câimbra.

- A equipe foi muito bem por 85 minutos. Tudo que foi determinado a equipe fez. O Zé há muito tempo não fazia essa função e nós cumprimos bem. Foram cinco minutos de dificuldade pela saída do único volante que nós temos. Muitos falam que o Thiago só marca, mas ele deu velocidade ao nosso time hoje, com passes, fez o time jogar. A equipe sentiu a saída dele, ele deu jogo para nossa equipe - disse ele, que colocou Raphael Veiga no lugar de Thiago Santos quando a equipe vencia por 2 a 1.

- Até comentei ontem na coletiva que todos os jogadores que perdemos são de meio de campo, além do Fabiano, o que envolve o Jean. A gente tem procurado um jogador para suprir. O Zé já jogou como segundo volante, ele e o Thiago Santos fizeram uma combinação boa, ajustaram a equipe, fizeram uma equipe rápida, que girou a bola, foi objetiva. As boas atuações do Edu, do Michel e do Keno ajudaram. Dudu foi outro nome importante, no primeiro tempo desarticulou a defesa deles, que tinha uma linha muito forte. Atingimos o objetivo, que era ganhar, ganhar com tranquilidade, jogando futebol. Tivemos 15 minutos para montar isso ontem. Já vinha treinando há algum tempo, mas com essa formação foram 15 minutos, porque os jogadores ainda estavam desgastados. Eles fizeram à risca - concluiu.

O Palmeiras volta a campo na sexta-feira, contra o Red Bull, em Campinas.

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