'Não falta apenas os reforços ficarem 100% para o Vasco parar de oscilar'

Assim que acabou a Série B do Campeonato Brasileiro, em novembro do ano passado, o presidente Eurico Miranda anunciou uma reestruturação completa no departamento de futebol do Vasco, de olho que em 2017 o time não sofresse mais como acontecera nos anos anteriores. Vieram os reforços, mas as oscilações que preocuparam os torcedores anteriormente ainda assombram São Januário. Internamente dizem que falta apenas as contratações estarem 100% para o time deslanchar. Porém não é bem assim que o cenário está se encaminhando. Falta mais para que o time "vá para as cabeças", conforme desejo anunciado pelos dirigentes cruz-maltinos.

Primeiro ponto que deve ser considerado é que ainda há carências. O elenco do Vasco precisa ao menos de mais um zagueiro e um lateral-esquerdo. A comissão técnica liderada por Cristovão Borges e a cúpula do futebol pelo vice-presidente Eurico Brandão, mais conhecido como Euriquinho, filho de Eurico Miranda, sabem dessa necessidade, mas não conseguiram no mercado nos últimos três meses nomes interessantes que se encaixassem dentro das possibilidades financeiras do Cruz-Maltino. Na zaga, Rodrigo não apresenta mais condição de ir bem no calendário de duas vezes por semana e na esquerda, Alan e Henrique não engataram.

Para o problema da zaga, o Vasco conta no banco com Rafael Marques e Jomar, mas pelo que já foi apresentado, também não possuem condições de assumir de vez a titularidade. Na lateral esquerda, Escudero, meia de origem, foi improvisado algumas vezes este ano e mandou bem. Seria uma aposta que pode solucionar pelo menos este obstáculo enquanto um nome de origem para o setor não seja contratado. Um segundo ponto que deve ser considerado é as insistências de Cristovão Borges em sempre fazer as mesmas substituições, sendo previsível demais para que o adversário não deixe os efeitos esperados das mexidas surtirem.

O Vasco vai sim subir alguns degraus quando os reforços estarem 100%, principalmente quando Luis Fabiano tiver a chance de estrear pela equipe. Mas não pode ficar olhando apenas para isso esperando que o mundo vai estar nas maravilhas e as oscilações irão desaparecer. O trabalho neste 2017 não foi fácil nos primeiros dois meses do ano e tende a não ser também no restante da temporada. Há a necessidade de que se aja rapidamente para aparar as arestas que existem. No Campeonato Carioca isso dá para passar, o nível não é muito exigente, mas no Campeonato Brasileiro serão outros 500. O torcedor espera enfim parar de sofrer.

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