Ceni só vê um gol irregular e tenta frear empolgação com Luiz Araújo

O São Paulo goleou o Santo André por 4 a 1 na tarde deste domingo, na sétima rodada do Campeonato Paulista. Mas, além de mais uma boa exibição da equipe, o triunfo ficou marcado por uma arbitragem ruim de Luiz Flávio de Oliveira. No primeiro gol do Tricolor, Cícero estava mais de dois metros impedido. No terceiro, a bola bateu na mão de Luiz Araújo antes de entrar.

- Agora vi no celular o Cícero impedido, um pouco à frente. No lance do Araújo, antes foram dois pênaltis sobre o Wellington Nem e o árbitro ignorou. A mão não teve nenhuma intenção, bateu nas costas ainda antes de entrar. O do Cícero, sim, foi irregular, mas não foi essa a razão da vitória. Infelizmente concedemos mais um gol, não mantivemos o zero no placar. Melhorou porque foi um só, mas poderíamos ter evitado os minutos de apreensão pelo 2 a 1 - analisou o técnico Rogério Ceni.

Araújo, aliás, foi o grande personagem do jogo. Além do gol polêmico, deu duas assistências e iniciou a jogada do quarto tento, ao bater escanteio rapidamente para Thiago Mendes, que serviu Gilberto. Desempenho bom também na marcação, já que só não desarmou mais no jogo do que o lateral-direito Buffarini. A torcida o ovacionou após a partida, mas Ceni não se empolga.

- Se quiser ser um jogador de sucesso, precisará fazer isso (marcar). Tem muita velocidade, drible, mudança de direção e uma perna esquerda muito boa. A direita, nem tanto. Quando o Santo André colocou o jogador de velocidade em cima do Júnior, pedi para ele dobrar a marcação e ele foi bem, apesar de ainda precisar que eu grite muito. Mas tenho que valorizar a dedicação dele para mudar isso. Posso elogiá-lo e dizer que ainda tem potencial para criar no entendimento de jogo, na recomposição. Precisa ler mais o jogo como Cueva e Cícero, por exemplo. E gritei com ele após o quarto gol para mostrar que, quando fazemos o que treinamos, as coisas acontecem. Ele foi espero ao cobrar rápido e o Thiago cruzou muito bem para o Gilberto - explicou.

Ceni e seus comandados se reapresentam no CT da Barra Funda para treinar as 16h nesta segunda-feira. Na quarta, às 19h30, têm o primeiro jogo da terceira fase da Copa do Brasil, contra o ABC (RN).

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Rogério Ceni:

Mais um gol sofrido faz você perder o sono?

Sono não me tira porque já durmo pouco sempre, mas me incomoda mesmo. Sempre defendo meus jogadores e sei que estamos tentando acertar nos treinos. Anteontem fizemos um trabalho específico para defender com sete contra oito. Foram dez minutos de trabalho e não saiu um chute a gol. Hoje o gol saiu de bola parada, com o lateral com mais impulso do que o Buffarini para subir e depois ela cruzando toda a pequena área. Mas foi bom não tomar gol com bola rolando ou logo após marcar. Agora, me incomoda para quarta-feira, porque tomar gol em casa pode fazer diferença na Copa do Brasil.

Já pensa no clássico do próximo domingo, contra o Palmeiras?

Clássico é sempre muito difícil, jogos sempre muito complicados. E precisamos passar de fase em dois jogos na Copa do Brasil, com uma viagem relativamente longa a Natal. Os jogadores que descansei tendem a voltar contra o ABC. O Rodrigo Caio eu segurei pelo cartão, para jogar contra o Palmeiras, e não sei como estará o Maicon. Não queria colocar o Breno em quatro jogos seguidos. E a dupla de zaga foi muito bem, simples e firme.

As pessoas estranham um goleiro treinar um time ofensivo?

Eu fiz muito gol, né? Então isso justifica (risos). Eu sempre quis ser jogador de linha. Hoje foi o jogo em que menos jogamos na frente. O gol cedo nos permitiu recuar mais e poupar energia, jogando num espaço mais curto. E depois no contra-ataque com dois velocistas com o Wellington Nem. Eu precisava poupar essa energia para quarta. Mas quero jogar na frente, marcar na frente e fico feliz de ver o Araújo roubando tanta bola como foi.

Já passou um mês do início das competições oficiais. Qual o balanço do time?

Temos uma forma montada de jogo, que a gente criou e deu consistência a essa forma de jogo desde aquele primeiro jogo contra River Plate (pela Florida Cup). Entende necessidade de marcar mais alto possível, com qualidade e formação de cada time que vem jogar no Morumbi e fora de casa, e acho que começa a dar sinais de entendimento ao posicionar melhor após fazer primeiro e segundo gol. Começar do zero em 4 de janeiro, e mostrar a maneira como a gente queria que as coisas acontecessem e tornar possível. O que eu menos consegui fazer evoluir foi mostrar que podemos fazer gols e temos que melhorar pra não conceder gols. Nosso time tenta jogar, 11 jogadores, uma só batida, um só coração, se eles entenderem isso tem grande chance de ter sucesso a cada jogo.

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