Thiago Neves se destaca e Cruzeiro aplica 2 a 0 no Murici

Em noite pouco inspirada e com um gramado em condições adversas ao bom futebol, o Cruzeiro venceu o Murici, de Alagoas, fora de casa, por 2 a 0, em jogo válido pela ida da terceira fase de ida da Copa do Brasil.

Os gols foram marcados pelo zagueiro Manoel e o atacante Ábila. O jogo de volta é na próxima quarta-feira, às 21h45, no Mineirão. A Raposa joga pelo empate ou pela derrota por até um gol de diferença.

O equilíbrio tomou conta do jogo. O Cruzeiro, melhor tecnicamente, esbarrava no péssimo gramado do Estádio José Gomes da Costa enquanto o time de Alagoas estava mais acostumado à forma como a bola rolava (quando rolava). Além disso, o Murici estava bem postado em campo e ofereceu perigo durante os 90 minutos.

As melhores chances do Cruzeiro saíram dos pés do meia Thiago Neves, ainda em busca do primeiro gol com a camisa Celeste. Em uma delas, o camisa 30 obrigou

Dias a fazer grande defesa. O próprio Thiago Neves, porém, foi mais um a sofrer com o gramado. Em um lance, ele furou a bola. No lado, do Murici, a melhor chance da primeira etapa. Deysinho fez um bom giro e por pouco não abriu o placar pois Rafael fez grande defesa.

No segundo tempo, o ritmo sonolento continuou presente - embora não faltasse vontade das partes. Thiago Neves foi novamente o mais incisivo e em uma cobrança rasteira de falta, Dias novamente mostrou seu bom trabalho.

E foi dos seus pés que nasceu o gol da vitória. Aos 27, o meia cobrou falta na cabeça de Manoel, que não perdoou: 1 a 0. Nos acréscimos, o argentino Ábila, que tinha acabado de entrar na vaga de Sóbis, ainda ampliou. De Rafinha, ele recebeu cara a cara com o goleiro e ampliou: 2 a 0 e o Cruzeiro continua voando, mesmo que o último voo tenha sido baixo.

Dia histórico

O Cruzeiro, em parceria com a Umbro - empresa responsável pelo seu material esportivo - e a Agência New360, proporcionou uma importante reflexão em sua

camisa durante o duelo com o Murici, pela Copa do Brasil, no Dia Internacional da Mulher.

A Raposa estampou na numeração dos jogadores, estatísticas colhidas pela ONG Azminas (que luta pelo empoderamento feminino) que ilustram o difícil cotidiano das mulheres no Brasil. A iniciativa foi divulgada pelo clube na manhã da última quarta-feira foi muito elogiada e ganhou repercussão até na imprensa estrangeira.

- O Cruzeiro tem participado de diversas campanhas contra qualquer tipo de preconceito. Em pleno século XXI, não é tolerável ver as mulheres sofrerem atos de violência e discriminação. Com esta ação, nos juntamos a todos que comba-

tem as desigualdades contra o sexo feminino - disse Gilvan de Pinho

Tavares, presidente do clube.

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