Escalado de surpresa contra o Real, Bruno Henrique não teme pressão

  • Ivan Storti/ Santos FC

Três gols em um jogo e o apoio da torcida para ganhar uma vaga no time titular. O atacante Bruno Henrique começa a semana motivado e na expectativa de ser titular do Santos no jogo contra o The Strongest, quinta-feira, às 21h45, na Vila Belmiro, pela Libertadores.

Apesar da expectativa, uma eventual escolha do técnico Dorival Júnior em cima da hora não seria a maior surpresa na carreira do camisa 27, que foi avisado poucas horas antes que seria titular contra o Real Madrid (ESP).

Ainda no ano passado, Bruno Henrique estava na reserva do Wolfsburg, da Alemanha. Na semana que antecedia o jogo contra o Real Madrid, pelas quartas de final da Champions League, passou a ganhar alguns minutos como titular no treino, mas não criou expectativas. Até que no dia do jogo...

"Na semana, a gente vinha treinando e o professor (Andries Jonker) não falou quem iria jogar. Ele estava em dúvida entre eu e o Max Kruse. Ele não deu pistas nos treinos, sempre reservava nós dois. Seria um ou outro. No dia do jogo, depois do almoço, o técnico me chamou e disse que eu sairia jogando. Ali eu procurei me acalmar como fiz sempre em partidas decisivas. Mesmo sabendo que era o Real Madrid. Procurei estar focado na partida", lembra, em entrevista ao LANCE!.

O desafio era grande, mas Bruno Henrique se saiu bem. Vitória do Wolfsburg por 2 a 0 e passe para o gol de André Schürrle, atacante da seleção alemã.

Mesmo com a reviravolta e vitória do Real Madrid por 3 a 0 no jogo decisivo, o atacante santista não vai esquecer do que fez em campo e tem até uma lembrança em sua casa que serve como motivação.

"Teve vários lances que guardo como recordação. Teve algumas brincadeiras na internet quando eu subi de cabeça e o Marcelo ficou olhando de baixo para cima. Teve passe para gol, drible, finalização... Isso para mim ficou marcado. Sai como melhor do jogo. Recebi até um gorro com a inscrições do jogo e com o logo da Champions, data do jogo e escudos dos times. Está no corredor da minha casa antes de chegar no quarto. Quando saio para treinar e olho aquele gorro. Me traz inspiração", conta.

Com o passado na memória e no coração, o foco de Bruno passa a ser o futuro, mais precisamente quinta-feira. Caso ele ganhe a vaga, nada de pressão.

"Tem que estar sempre preparado para o que der e vier. Na hora que o professor precisa, tem que dar o nosso máximo para ajudar a equipe", avisa.

 

 

 

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