Em um ano e meio, Tchê Tchê vai da 'quase aposentadoria' à Libertadores

Dos 11 titulares do Palmeiras na partida contra o Jorge Wilstermann (BOL), às 21h45 desta quarta-feira, no Allianz Parque, apenas um ainda não sabe o que é disputar uma Copa Libertadores da América. Mas esse está longe de ser um problema para Tchê Tchê. Hoje titular absoluto do Verdão e dono da histórica camisa 8, a mesma que César Sampaio usou para erguer a taça do torneio em 1999, o meio-campista de 24 anos poderia ter encerrado a carreira há um ano e meio.

- Sim (pensou em parar). Eu saí do Boa Esporte no dia 30 de agosto (de 2015), dia do meu aniversário. A partir desse dia não treinei mais, não estava fazendo atividades em nenhum clube, fiquei em casa todo esse tempo. No finzinho de dezembro o Fernando Diniz me ligou, perguntou se eu queria retornar ao Audax, e nós conseguimos uma excelente campanha. Às vezes, as coisas não acontecem como a gente quer na nossa vida, mas temos de dar prosseguimento. Estou muito feliz aqui no Palmeiras - lembra o jogador.

Para quem viu Tchê Tchê disputar 37 das 38 rodadas do Brasileirão do ano passado, sempre como titular, fica difícil entender por que o jogador jogou só quatro vezes em toda a temporada 2015. A Ponte Preta o tirou do Audax em janeiro, mas nem o inscreveu no Estadual. Sua única chance pela Macaca foi em uma partida da Copa do Brasil em que Guto Ferreira utilizou só reservas. Os outros três jogos no ano foram pelo Boa Esporte, clube para o qual foi emprestado no segundo semestre.

De volta ao Audax desde janeiro de 2016, Tchê Tchê já fez 17 partidas no Campeonato Paulista e chamou a atenção pela facilidade para usar as duas pernas e jogar em diferentes posições (volante, meia e até ala pela direita). Foi o técnico Cuca quem indicou a contratação à diretoria alviverde e fez a carreira do garoto voltar a andar.

O meio-campista já trocou o status de aposta pelo de titular indispensável, deixou para trás a camisa 32 e assumiu a 8 após a saída de Lucas Barrios e nesta quarta, enfim, vai estrear em Libertadores - ele não participou do empate com o Tucumán porque estava machucado. Dos 30 inscritos pelo clube, só ele, Jailson, Vinicius Silvestre, Hyoran, Raphael Veiga, Vitinho, Vitão e Léo Passos nunca entraram em campo pelo torneio, sendo que os dois últimos são atletas da base e entraram na lista nos lugares que seriam dos lesionados Thiago Martins e Moisés.

- O pessoal que já está aqui há mais tempo comenta sobre o que aconteceu na última Libertadores. A gente sabe que é importante vencer sempre dentro de casa, independentemente do adversário. O Jorge Wilstermann a gente sabe que é rápido, marcou seis gols sobre um time tradicional (Peñarol), então vamos procurar respeitar, mas vamos ter de nos impor, porque estaremos dentro de casa - disse.

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