África é mais um continente a mudar o presidente desde escândalos na Fifa

Chegou ao fim uma era de 29 anos de poder no comando da Confederação Africana de Futebol. O camaronês Issa Hayatou vai deixar o poder. E não foi por vontade própria do longevo mandatário. O dirigente, que chegou a presidir a Fifa por um pouco mais do que um semestre - entre a renúncia de Joseph Blatter e a eleição de Gianni Infantino em fevereiro de 2016 -, foi derrotado nas urnas. Assim, o novo presidente do bloco africano passa a ser Ahmad Ahmad, de Madagascar.

A derrota de Hayatou, que, aos 70 anos, foi batido na eleição pelo placar de 34 a 20, significa mais um passo na renovação de dirigentes à frente das entidades continentais desde que os escândalos da Fifa começaram a vir à tona e ganhar proporções maiores do que os casos anteriores.

- Emocionado. Eu agradeço a todos que acreditaram na mudança. Obrigado a quem sempre apoiou. Conseguimos. A vitória é nossa - escreveu Ahmad, via Twitter, logo após o anúncio da eleição.

Além da Confederação Africana, que jogou Hayatou para escanteio, as mudanças na gestão - forçadas por punições e prisões - já aconteceram no continente americano e até mesmo na Europa, colocando no poder alguns dirigentes de países sem tradição no futebol. Vale lembrar que o próprio Hayatou ficou sob suspeita de ter recebido propina na eleição do Qatar como sede da Copa do Mundo de 2022.

Na Concacaf, por exemplo - que tinha Jeffrey Webb como cabeça até a prisão em maio de 2015 - assumiu um canadense: Victor Montagliani. Na Conmebol, o poder continuou paraguaio, já que a troca foi de Juan Ángel Napout (também preso, mas em dezembro de 2015) por Alejandro Domínguez. Na Uefa, com Michel Platini banido do futebol junto com Blatter por seis anos, quem assumiu foi o esloveno Aleksander Ceferin.

Ásia e Oceania ficaram imunes às mudanças, até agora, e também aos escândalos recentes. O continente asiático, inclusive, é comandado pelo Sheik Salman, derrotado por Infantino na eleição da Fifa e no cargo desde 2013. Já a Oceania tem como líder desde 2010 David Chung, nascido na Malásia, mas com nacionalidade da Papua-Nova Guiné.

A África mudou de presidente e ainda ganhou mais um membro. A entrada de Zanzibar foi aprovada no congresso da entidade, que passa a contar com 55 associações nacionais. Ou seja, cresce um pouco a força de voto na Fifa.

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