Último herói do Santos na Vila em Libertadores, Léo "batiza" herdeiro Zeca

  • Ivan Storti/ Santos FC

O dia 24 de maio de 2012 é histórico para o Santos pela forma como foi a classificação para a semifinal da Libertadores. Vitória épica sobre o Velez Sarsfield por 1 a 0, após a torcida entoar o pedido para a entrada de Léo. O lateral iniciou a jogada do gol de Alan Kardec, que levou a decisão para os pênaltis. Na semifinal, o camisa 3 não entrou na partida, mas viu o Santos perder em casa para o Corinthians.

Quase cinco anos depois, o time alvinegro volta a ter um camisa 3 na Libertadores. Porém, a passagem da camisa histórica não teve uma transição simples. Antes de representar o manto sagrado na Vila Belmiro pela competição Sul-Americana, - nesta quinta-feira, às 21h45, contra o The Strongest - Zeca passou por uma espécie de ritual para ser batizado.

Em entrevista ao LANCE!, Léo e Zeca estiveram lado a lado para uma explicação ao jovem de 22 anos a importância de vestir a 3 do Santos na Libertadores.

"Zeca deve fazer o que ele sabe: não respeita o adversário, no bom sentido, joga futebol com ousadia e alegria. Cada bola que ganha, vibra. Ele motiva os companheiros e deve continuar assim. Está abençoado!", disse Léo

Após o "rito". Uma pausa. Léo pega a camisa 3, fica sem falar por alguns segundos, observa, respira fundo e desabafa:

"Eu estava incomodado com a 3 fora. Tem que estar ali dentro e com ele, com o Zeca!", confessa.

Para Zeca, as palavras causam comoção, mas vão muito além de simples elogios. O garoto, promovido em 2014, teve a sorte de treinar ao lado do ídolo, pouco antes dele se aposentar.

Enquanto um começava e outro encerrava a carreira, conselhos foram trocados e uma amizade iniciada.

"Eu lembro do começo. Era um treino de cruzamento. Ele dizia para fazer isso ou aquilo. Continuei falando com ele depois que ele parou de jogar, falei com ele quando tive propostas. Peguei conselhos em campo e fora", disse.

Além da mesma posição em campo, Léo e Zeca tem outras semelhanças que os unem. Baixinhos, raçudos, muitas vezes bravos dentro de campo e..."Ele ainda chuta mais forte", diz

Camisa 3 na Libertadores e na Vila Belmiro é história, tradição, raça e coisa séria.

BATE-BOLA COM ZECA, NOVO CAMISA 3 DO SANTOS

Você sabe quem foi o último camisa 3 do Santos na Libertadores?
Está do meu lado! Fico feliz. Eu usava a 37. Depois que me falaram que seria a 3, fiquei emocionado. É meu ídolo.

Três virou seu número da sorte?
Vou ter que tatuar esse 3! Fico feliz. Raça motiva o grupo. Ele motivava o grupo com raça em campo, corria até o último minuto. Isso que incorpora o Léo. Tomara que eu consiga conquistar títulos e fazer um pouco da história dele.

O Léo te aconselhou a fica no Santos. Dá para esperar?
Dá. Ele teve momento fora daqui e sempre foi amado aqui. Ele é um espelho para a gente. Quero, sim, fazer história no clube que me deu oportunidade para ser profissional.

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