Carioca Léo Príncipe sofre sem praia, mas realiza sonho no Corinthians

  • Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

Aos 17 anos, Léo Príncipe saiu do Vidigal, no Rio de Janeiro, rumo a São Paulo para defender o Corinthians. Na época, deixou a família e os amigos para viver na concentração do Timão. Logo depois, dividiu apartamento com o atacante Gustavo Tocantins, hoje no Estoril (POR), antes de, enfim, morar sozinho.

"Foi difícil, porque nunca tinha morado sozinho e sempre fui colado com a minha família. E eu não sabia cozinhar nada. Só esquentar água, e olhe lá. Até o miojo ficava ruim (risos)", lembra Léo Príncipe.

No início, ainda nas divisões de base do Corinthians, o lateral-direito não tinha condições de trazer a família para São Paulo. Sua mãe, Joana Angélica Peixoto Príncipe, trabalhava e viaja para ver o filho uma vez por mês.

Hoje, a realidade é diferente. Aos 20 anos e reserva imediato da lateral direita do time profissional, Léo Príncipe "aposentou" a mãe e evoluiu nas tarefas domésticas.

"Consegui ter condições de tirar minha mãe do trabalho, então ela vem sempre agora, toda semana. Mas eu estou mais tranquilo, já sei fazer comida e deixo a casa limpa. Lógico que não faço igual à minha mãe, né? Mas consigo pelo menos deixar as coisas arrumadinhas", diz Léo Príncipe.

Embora esteja acostumado com a rotina em São Paulo, o lateral sente falta da família e também da praia. Léo Príncipe lamenta o fato de ter pouco tempo para visitar o Rio de Janeiro por conta dos compromissos com o Corinthians. Nesta quinta-feira, por exemplo, ele será titular contra o Red Bull Brasil, às 17h, na vaga de Fagner, que está com a Seleção Brasileira.

"Sinto muita falta. Morava de frente para a praia e sempre gostei muito. Aqui não tem, e não sou fã de piscina, não tem nem comparação uma coisa com a outra. Lá é muito bom, tanto que minha família não larga o Rio para vir para cá. Vou em todas minhas férias para lá. Posso fazer uma viagem ou outra, mas o "quartel-general" é lá no Vidigal", brinca Léo Príncipe.

Carioca, o jogador contou o que gosta de fazer em São Paulo e revelou que pretende fazer uma faculdade. Confira abaixo:

QUANDO ERA MENOR, PENSOU EM OUTRA PROFISSÃO?

Desde que eu era criança eu sempre quis ser jogador de futebol e nunca pensei em outra profissão. Sempre tive esse sonho e hoje estou realizando. Minha vida foi sempre isso, só futebol.

TERMINOU OS ESTUDOS NA ESCOLA?

Terminei, minha mãe era linha dura, eu não podia vacilar na escola. Hoje, sigo minha carreira. No futuro talvez eu faça uma faculdade, é algo que eu penso, porque depois que terminar o futebol, eu tenho que arrumar alguma coisa para fazer. Não vou ficar em casa parado, vou fazer faculdade e depois fazer algo. A carreira de futebol é curta, depois tenho que abrir possibilidades do que fazer.

O QUE COSTUMA FAZER QUANDO ESTÁ DE FOLGA?

Geralmente fico muito com minha namorada, porque quase não tenho tempo de ficar com ela. Quando tenho tempo livre, fico com ela e meus sogros. E quando minha mãe vem, tento juntar todo mundo, gosto de ficar com a família unida, sou bem tranquilo. Gosto de reunir todo mundo para aproveitar um pouquinho, porque fico muito com o time.

COMO UM BOM CARIOCA, GOSTA DE FUNK?

Na verdade eu sou bem eclético: ouço funk, pagode e sertanejo, O que tocar eu ouço. Gosto mais de pagode. Mas como um bom carioca, eu gosto de funk. Gosto de ouvir tudo.

AINDA SENTE ANSIEDADE AO ENTRAR NA ARENA?

Todo jogo tem uma certa ansiedade, porque é sempre uma oportunidade de fazer o melhor. Eu não venho jogando muito, jogo umas duas vezes por mês mais ou menos, então é sempre uma novidade poder jogar, querer fazer um bom jogo e mostrar minhas qualidades.

 

 

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