Histórico, estatísticas e análise: o que esperar de Clayton no Corinthians

  • Bruno Cantini/Atlético

Sonho antigo do Corinthians, o atacante Clayton já realizou exames no Corinthians e pode ser confirmado como reforço do clube nesta sexta-feira. Trocado por Marlone, ele assinará contrato de empréstimo até dezembro. Mas o que esperar deste jogador, que ano passado, quando ainda estava no Figueirense, chegou a negociar com o clube? O LANCE! colheu números, reuniu um histórico do atleta e ouviu quem o acompanhou de parte no Galo para responder a essa pergunta!

Clayton chega para suprir uma carência detectada pelo técnico Fabio Carille no Corinthians. Há mais de um mês ele já havia passado para a diretoria alvinegra a necessidade de contratar um atacante veloz, que atuasse pelos lados do campo. Até então, Romero, Léo Jabá, Luidy, Bruno Paulo e Mendoza eram as opções.

Contudo, o novo reforço alvinegro não vinha em boa fase... Contratado por aproximadamente R$ 13 milhões, ele nunca conseguiu se firmar como titular do Atlético-MG. Foram 52 jogos e apenas oito gols marcados.

Neste ano, o aproveitamento foi ainda pior. O atacante foi titular só uma vez e disputou apenas 237 minutos. O único gol dele foi contra a Chapecoense, pela Primeira Liga, quando o Galo escalou uma formação toda reserva.

Destro e com 1,73m, Clayton é natural do Rio de Janeiro e foi revelado no Figueirense. Ele passou pela Seleção Sub-23, sendo vice-artilheiro nos Jogos Pan-Americanos,com 4 gols em 5 jogos na conquista do bronze.

Confira a opinião de Léo Gomide, repórter da Rádio Inconfidência, que acompanhou Clayton de perto no Atlético-MG:

Juntamente com o Elias, contratado neste ano, o Clayton foi um dos maiores investimentos da atual diretoria do Atlético-MG. No ano passado o clube pagou 2,5 milhões de euros para comprar 50% dos direitos econômicos dele do Figueirense.

Ele chegou cercado de expectativa pelo que havia apresentado pelo Figueirense em 2015. Mas ele oscilou muito no Galo, alternou entre a titularidade e o banco de reservas.

No meio do segundo turno do Campeonato Brasileiro do ano passado ele teve o melhor período no Atlético, tendo marcado quatro gols em seis jogos. Mas depois voltou a oscilar.

Talvez a experiência de defender o primeiro grande clube na carreira tenha pesado um pouco. Ele viveu de lampejos.

O Clayton é bem diferente do Marlone, é um atacante, chega mais na área. Um dos grandes pontos que ele precisa trabalhar é ser menos individualista. Ele tem velocidade, se trabalhado num passe rápido, pode render mais. Já no Atlético-MG ele partia muito para o um contra um, e acabava desperdiçando oportunidades ofensivas. É um atleta menos rodado que o Marlone, mas pode amadurecer mais no Corinthians e render frutos.

 

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