Ceni celebra 'justiça' com Pratto e volta de agressividade do São Paulo

Rogério Ceni voltou a sorrir. Neste domingo, o São Paulo fez apenas 2 a 0 sobre o Linense no jogo de ida das quartas de final do Campeonato Paulista, mas apresentou volume suficiente para uma goleada. O placar, entretanto, importou menos para o técnico, que exaltou a volta do estilo agressivo do time e o prêmio a Pratto, autor do segundo gol, mas que havia perdido chances claras ao longo da partida.

- Foi uma proposta de jogo bem diferente e aceitável o Linense vir jogar no contragolpe, mas nós tivemos chances de fazer ainda mais gols. Foi mais justo para o Pratto, que teve cinco chances de finalizar. O campo seco fez o jogo ficar mais lento, o que prejudicou o jogo dele. Ele teve mérito e foi presenteado no fim - disse o Mito, sobre o tento marcado aos 47 minutos do segundo tempo.

O São Paulo dominou o confronto, com 22 finalizações, 43 cruzamentos e mais de 600 passes trocados. Um outro dado, no entanto, chamou mais a atenção de Ceni. O Tricolor não concedeu nenhum escanteio ao Linense, enquanto ganhou 13 no campo de ataque. Assim, a defesa conseguiu neutralizar a principal arma do time do interior paulista e chegar ao segundo jogo consecutivo sem sofrer gols.

- Não fiz nada diferente, converso da mesma forma sempre. Trabalhamos bola parada defensiva, que era arma do time deles, com seis jogadores acima de 1,80m. Não demos nem escanteios para eles, neutralizamos essa jogada deles. Falo o que falo sempre: o time se portou firme, jogou sério e foi muito obediente taticamente. Soube ter posse, controlar, ter velocidade, tabelar, cruzar. O que treinamos saiu bem feito - vibrou.

A partida de volta contra o Linense, novamente no Morumbi por decisão da própria diretoria do rival, será às 16h de sábado. Antes, às 19h15 de quarta-feira, o São Paulo estreia na Copa Sul-Americana contra o Defensa y Justicia, em Lanús, na Argentina.

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Rogério Ceni:

Seu time leva vantagem por jogar as duas no Morumbi?

Sempre acho mais justo fazer dois jogos nas cidades dos times, mas o presidente do Linense disse que não haveria essa possibilidade. Talvez se colocassem no Pacaembu... Já existiram várias finais de duas equipes jogando só no Morumbi, mas agora foi diferente. Não foi por isso que ganhamos o jogo, mas dá uma interpretação de vantagem para a gente dentro do campo. Para nós, ajuda ter um gramado com condições boas. Nos ajuda e não prejudicou o Linense, que pôde ficar depois de pegar o Corinthians. Ninguém precisou viajar. Com gramado bom, não nos importamos de jogar em outro estádio.

Pode poupar jogadores na partida de volta?

Acredito que não. Temos que analisar a situação de cada um. Ontem tivemos a lesão do Edimar, uma lesão de tendão. Um jogador que trouxemos para este momento do próximo jogo, quando previa usá-lo. E por incrível azar continuo apenas com um lateral-esquerdo, como desde a pré-temporada. Um azar dele e nosso. Vamos analisar o condicionamento de cada um, mas não pretendo poupar no segundo jogo contra o Linense. Até pelo intervalo entre o jogo de sábado e quinta-feira, contra o Cruzeiro.

O público de pouco mais de 15 mil torcedores decepcionou?

Não decepciona porque a venda começou na quinta-feira e só foram dois dias para comprar. Sempre tem uma semana antes para vencer e desta vez nem sabíamos onde seria o jogo. O tempo foi curto. Mas acredito que o público possa ser dobrado no sábado. Hoje foi o que imaginava por ser um jogo em cima da hora.

Como avalia a chegada e a estreia de Thomaz?

Thomaz jogou 20 minutos, joga do meio para o lado esquerdo, onde ele gosta mais. Ele teve uma cirurgia na mão, uma fratura óssea, foi o último jogo dele desde então, ficou praticamente duas semanas sem treinar. Treinou um pouco conosco, se sentiu um pouco cansado, guardei para tentar mudar estratégia em 15, 20 minutos. Vamos tentar fazer uma preparação melhor para ele. Tecnicamente é muito bom.

Um mês cheio de decisões é um problema?

Não tem problema acumular tantos jogos decisivos. O problema é o espaçamento entre os jogos. De sábado para quinta teremos cinco dias, que é bacana, mas depois é pequeno de quinta para domingo se chegarmos à semifinal do Paulista. E deve ser um jogo difícil com espaço pequeno de recuperação, ainda mais tendo um rival de Série A e forte como o Cruzeiro. São vários jogos importantes. Talvez com uma semana livre fosse mais aceitável. Desde o início do ano não tivemos nenhuma semana livre. Na última, poupamos todos, menos o Júnior, e já deu uma diferença grande para hoje. Não temos intervalo e nosso elenco não é tão numeroso, além dos lesionados.

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