Chapecoense reencontra o Atlético Nacional quatro meses após tragédia

Passaram-se 126 dias desde o jogo que não aconteceu pela final da Sul-Americana de 2016. Nesta terça-feira, Chapecoense e Atlético Nacional se reencontram às 19h15, na Arena Condá, pela final da Recopa. É o primeiro confronto entre as duas equipes depois da tragédia aérea do final de novembro, que deixou 71 mortos e seis feridos, mas mais uma prova de carinho dos times, que estarão ligados até a eternidade.

O torneio reúne os campeões do continente em 2016. Os colombianos chegam credenciados pela conquista da Libertadores de 2016, enquanto o Verdão do Oeste, a pedido dos parceiros da Colômbia, foi declarado campeão da Sul-Americana. A volta está marcada para 10 de maio.

Escrevendo mais um capítulo da bonita história de amizade dos clubes, a cidade de Chapecó retribui as homenagens aos falecidos heróis de quatro meses atrás. Já no saguão de desembarque do Aeroporto Serafin Enoss Bertaso, uma faixa estendida escrita 'bem-vindo, campeão do mundo em respeito e solidariedade'.

Um pouco antes do desembarque, o Corpo de Bombeiros fez um portal com jatos d'água. No desembarque, recebeu medalhas do jornalista Rafael Henzel, um dos sobreviventes, e do prefeito Luciano Buligon. Na ida até o hotel, uma perseguição pacífica da torcida chapecoense e uma passeata.

Nas redes sociais, a Chapecoense pintou o seu escudo com as cores da Colômbia. Além disso, o clima de homenagem se alastra por toda a cidade e suas ruas. Prédios também têm mensagens de agradecimentos e camisas enormes do Nacional.

Equipes vêm embaladas

Dentro de campo, a promessa é de jogo equilibrado e bem disputado. A Chapecoense, que blinda os seus jogadores, vem de um empate e cinco vitórias -nesta ordem- no Campeonato Catarinense. Os comandados de Vagner Mancini lideram o segundo turno da competição, com 16 pontos.

Já o Atlético de Medellín lidera o Apertura do Campeonato Colombiano, e de forma invicta. Em dez rodadas, são 26 pontos e oito vitórias. Mesmo com a perda de jogadores fundamentais da conquista da Libertadores como Berrío, Guerra e Borja, o time do técnico Reinaldo Rueda, outro remanescente da conquista, ainda tem cinco campeões:

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