Especial: base a todo vapor nos 12 grandes clubes do país

O que têm em comum Rafael (Cruzeiro), William (Internacional), Gabriel (Atlético-MG), Rodrigo Caio (São Paulo), Guilherme Arana (Corinthians), Thiago Maia (Santos), Douglas (Vasco), Gustavo Scarpa (Fluminense), Luiz Araújo (São Paulo), Valdivia (Internacional) e Luan (Grêmio)? Todos são titulares e criados na base dos respectivos times. Têm qualidade e, consequentemente, potencial de venda para o exterior. O talento, aliás, ainda é o principal trampolim para o profissional, por mais que o fator necessidade financeira "ajude" e o clube do atleta tenha tradição em formar jogadores.

Quando se pensa em pratas da casa, logo vêm à mente pensamentos como "craque o Flamengo faz em casa", "esse é de Xerém", "molecada da Vila", "o São Paulo tem uma das melhores bases do mundo", "o Corinthians ganha a Copinha quase todo ano"... Este imaginário urbano está longe de ser lenda. Os principais clubes do país seguem com o foco principal em revelar talentos para os profissionais. Em muitos ganhar títulos na base deixou de ser o objetivo.

- O foco sempre é fazer o jogador chegar ao time profissional. Queremos ter uma fábrica de talentos - afirma Rodrigo Leitão, ex-coordenador da base do Corinthians, que foi demitido nesta terça-feira. O clube já escalou 11 crias da base nesta temporada.

Um dos que mais revelam talentos, o Santos tem hoje três pratas da casa entre os titulares (Lucas Veríssimo, Zeca e Thiago Maia), mas só seis ex-juniores entre os profissionais. Está longe de fazer jus à tradição, mas mantém a filosofia.

- Priorizamos a formação em detrimento de ganhar jogo. Queremos qualidade. O foco é servir o profissional - garante Ronaldo Lima, gerente da base santista.

Figuras de destaque nas negociações de jogadores, os empresários também já notam um aproveitamento maior da divisões de base.

- O critério técnico tem que estar acima de tudo. Promover juniores não pode ser só uma bandeira. Não pode subir pela necessidade financeira, tem que ser pela qualidade - acredita Eduardo Uram, representante de mais 120 atletas e um dos principais empresários do Brasil.

- O momento é muito positivo, porque a base na vitrine do clube acaba tendo uma valorização grande. Está sendo bom para o empresário, o clube e o atleta - acredita Alexandre Bastos, o Xande, que foi jogador da base do Vasco e atualmente trabalha com 20 atletas, muitos recém-promovidos.

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