Derrota para o Palmeiras marcou divisor de águas para o São Paulo

Dia 11 de março de 2017. Uma data que todo torcedor do São Paulo prefere esquecer. Marca a derrota de 3 a 0 para o rival Palmeiras, no Allianz Parque, pelo Paulistão. Mas não só. Foi também o início de um novo momento no trabalho do técnico Rogério Ceni, iniciado este ano. Um perfeito divisor de águas, que teve a melhora da defesa celebrada, mas resultados bem inferiores.

Até o Choque-Rei, o Tricolor de Ceni era uma máquina tanto de fazer quanto de sofrer gols. Em dez jogos até ali, havia marcado 29 vezes, média de 2,9 por jogo, e sofrido 17, média de 1,7 por duelo. Depois do doloroso revés, a situação se inverteu de maneira abrupta.

Foram sete partidas disputadas depois do clássico. E o ataque parou. Foram apenas sete gols, média de um por jogo. Mas a defesa se encontrou e sofreu apenas quatro, média de 0,57, ou um gol a cada dois jogos praticamente.

A situação soa como um cobertor curto. E a mudança de postura pesou consideravelmente nos resultados. Até o clássico, o São Paulo tinha sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota: aproveitamento de 76,6% dos pontos. A queda é considerável. Depois, o time não perdeu mais, mas foram cinco empates e apenas duas vitórias: aproveitamento de 52,5% dos pontos.

Neste período, Ceni reclamou do desgaste físico dos atletas por conta da quantidade de jogos e acabou perdendo alguns por lesão. O principal foi o meia peruano Cueva, que disputou apenas dois jogos da sequência pós-clássico, fazendo dois gols. Ele serviu à seleção do Peru e voltou com uma lesão na coxa esquerda. O time sente muito sua falta.

Perto de jogos importantes, decisivos, Ceni tenta retomar o poder de fogo e seguir com a defesa alinhada, invicta nos últimos três jogos. A busca pelo equilíbrio sempre foi constante. Mas até o momento era a tática ousada de fazer e sofrer muitos gols deu mais resultado. Será?

O Tricolor volta a campo neste sábado, contra o Linense, pelo jogo de volta das quartas de final do Paulista. Fez 2 a 0 na ida e pode até perder por um gol de diferença que avança à semifinal. Depois, na quinta-feira, encara o Cruzeiro no jogo de ida da quarta fase da Copa do Brasil. Vai entrar turbinado ou mais devagar?

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