Torcedores chilenos terão de pagar fiança e esperar julgamento no Brasil

A Justiça determinou que 23 dos 24 torcedores da Universidad de Chile presos por conta de confusão na Arena Corinthians, na última quarta-feira, terão de pagar fiança para ganharem a liberdade. Apenas um dos detidos, Sérgio Alejandro Barra Spinoza, foi solto.

Contudo, mesmo pagando a fiança, os chilenos não poderão deixar o Brasil. Após audiência no Fórum Criminal da Barra Funda, o juiz Rubens Pedreiro Lopes determinou que eles aguardem por um novo julgamento no JeCrim (Juizado Especial Criminal). Ainda não há data prevista para isso.

Dois dos presos foram condenados por crime de lesão corporal e terão de pagar fiança de cinco salários mínimos. Os outros 21, enquadrados por danos ao patrimônio, terão de arcar com três salários mínimos.

Após conflito com a PM antes e no intervalo da partida da última quarta-feira, em Itaquera, 26 torcedores da U foram presos. Na última quinta-feira, porém, o jornalista Cristopher Antúnez e a única mulher do grupo foram soltos.

Os chilenos prestaram depoimento nesta quinta-feira, assim como policiais responsáveis pela ação e funcionários do Corinthians. Anteriormente, as filmagens do quebra-quebra de 218 cadeiras, banheiros e uma bilheteria da Arena foram entregues pelo clube à Polícia, sendo possível a identificação dos torcedores pelas imagens. Uma lista de nomes que circula na internet não foi confirmada pela Polícia Civil. O Consulado Geral do Chile em São Paulo também presta solidariedade aos torcedores detidos.

Quatro torcedores, dois policiais também se machucaram, e uma funcionária do Corinthians foi agredida. Todos foram levados a hospitais da região, atendidos e liberados em seguida.

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