Ídolo até no trânsito, Pedrinho vive nova realidade: 'Privilégio'

  • Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

Promovido ao elenco profissional do Corinthians após o título da Copa São Paulo de Juniores e utilizado pelo técnico Fabio Carille em seis partidas até o momento, o meia Pedrinho é um dos jogadores "adotados" pela torcida alvinegra em 2017 e foi dos mais aplaudidos nas três partidas que iniciou como titular pela equipe principal. O assédio da Fiel, porém, não se resume às quatro linhas, e foi atestado nesta segunda-feira, quando o jovem de 18 anos foi uma das atrações do evento "Festa da Páscoa do Time do Povo", que reuniu mais de 300 crianças carentes no Parque São Jorge.

Na sede do Corinthians, as crianças tiveram à disposição barracas de comida, brinquedos infláveis, animadores, personagens e... três jogadores do elenco profissional: Pablo, Léo Jabá e Pedrinho. Muito assediado pelas crianças - inclusive algumas com alturas próximas de seus 1,72m, o meia admite que sua vida está mudando. Abraçado pela torcida, ele já viveu situações de assédio inusitadas em menos de um semestre como atleta profissional.

"Tem que saber lidar, agora que estou começando de verdade, porque não estava acostumado. Tenho que me acostumar o mais rápido possível, porque é muito legal ver a torcida gritando meu nome. Então tenho que agradecer a Deus por tudo. Mas realmente quando estou andando na rua as pessoas já param, pedem para tirar foto. Às vezes eu fico dirigindo aqui do lado de fora com os moleques e ao mesmo tempo estava passando o trânsito. Aí as pessoas ficam do trânsito pedindo para tirar foto comigo, parando o trânsito para falar. E graças a Deus fico muito feliz pelo reconhecimento", lembra o jogador, que está aprendendo a dirigir antes de se matricular na auto-escola, mas não tem planos de comprar um carro imediatamente.

"Estou começando a fazer a carta agora, tem pouco tempo, mas o tempo que tiver vou usar para tirar. Pego o carro para brincar de vez em quando e estou indo à autoescola para tirar de verdade. Mas antes disso primeiro quero dar uma vida melhor aos meus pais, que estão lá em Maceió ainda, espero poder trazer eles para cá. Minha ideia é comprar uma casa fixa para eles, que moram de aluguel, somos uma família humilde, vim para cá aos 14 anos. Hoje em dia estou feliz por dar orgulho aos meus pais".

Enquanto não compra o próprio carro, Pedrinho se vira para ir aos treinos do Corinthians graças às caronas de Mantuan e Léo Santos. Quando nenhum deles está disponível, a solução são os aplicativos de transporte. "Tem que se virar", ele resume. Aos 18 anos, a promessa corintiana vive o início de sua experiência profissional com tranquilidade e fé. De ídolo.

"Fico feliz pelas crianças que tiveram essa oportunidade hoje de conhecer alguns jogadores que estão no Corinthians. E fico feliz também pelo privilégio de ter sido chamado para esse evento. Sobre meu desempenho no profissional, está tudo dentro do padrão, como eu achava que deveria ser. É um jogo mais intenso, mais rápido, tem que soltar um pouco a bola e no individual poder ir para cima. Estou amadurecendo um pouco, pegando entrosamento, experiência e entrar mais tranquilo".

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