Broncas, cobertura, encaixe... zaga do Corinthians tem segredos revelados

Fabio Carille disse há alguns dias que a dupla de zaga do Corinthians em 2017, formada por Balbuena e Pablo, é um "casamento perfeito". Com os dois juntos em campo, o Timão passou 11 vezes em branco na temporada, inclusive as três últimas partidas - todas decisivas, pelas quartas de final do Campeonato Paulista e pela ida das quartas de final da Copa Sul-americana. De tanto entrosamento que a dupla mostra neste ano, Pablo até esquece dos antigos parceiros de zaga que teve na carreira. Pelo menos os nomes...

- Tive três parceiros com quem me destaquei. No Avaí joguei com o Antônio Carlos, que hoje é zagueiro do Palmeiras, e na Ponte joguei com dois, mas agora não lembro o nome dele. Pô, o nome do cara que eu joguei, meu parceiro (risos)... Um é o Renato Chaves, que está no Fluminense, só que no começo do Campeonato Paulista pela Ponte eu joguei com esse outro rapaz aí, meu parceiro... O Tiago... Jogou no Palmeiras também - tentou lembrar Pablo, "auxiliado" por um jornalista, que citou o nome de Tiago Alves, hoje no Náutico.

- Tiago Alves! Isso! Um abraço pra ele! - brincou o zagueiro contratado pelo Corinthians no início da temporada.

No Avaí, Pablo formou uma das defesas menos vazadas da Série B do Brasileirão e conseguiu o acesso em 2014. Na Ponte Preta, chegou à semifinal do Paulistão contra o Corinthians e também se destacou antes de ser vendido ao Bordeaux (FRA). Neste ano, foi emprestado ao Corinthians pelo clube europeu e aos poucos a dupla começa a chamar a atenção.

Em 19 jogos oficiais na temporada, o Corinthians sofreu apenas nove gols. E Pablo não tem problema em revelar alguns dos segredos do sucesso em 2017.

"Esse conhecimento que a gente tem um do outro é que torna uma dupla bem encaixada. É difícil uma zaga se encaixar tão rápido".

"É saber que quando um vai dar uma abafada na frente você tentar ficar na cobertura".

"É uma parte também de conversar, ter bastante orientação do outro. É um respeitar o outro, orientar no momento do jogo, levar uma dura e saber escutar".

"É muito bom, acho que dá pra perceber isso, um grupo muito trabalhador, todo mundo se respeita, todo mundo buscando seu espaço".

"Receber elogios sempre é bom, mas isso só serve de motivação para a gente trabalhar e se concentrar. Esses números nos ajudam, mas foram no jogo passado, já passou. No próximo jogo tem de fazer a mesma coisa. Temos que continuar nessa pegada".

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