Dorival quer "encontrar caminho" no mata-mata e vê Santos mais visado

  • Marcello Zambrana/AGIF

Libertadores e Campeonato Brasileiro são as principais competições disputadas pelo Santos em 2017. Para convencer a torcida a comparecer em bom número no jogo contra o Paysandu nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, às 19h30, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, o clube decidiu deixar os sócios entrarem de graça no estádio. Mas e para convencer os jogadores a entrar no campeonato com a mesma pegada?

"Acho que entrando com a mesma seriedade que sempre jogamos em todas as competições. Não temos que preferenciar nenhuma delas nesse momento. Vamos tentar fazer os melhores resultados em todos os jogos, independentemente do momento ou situação. São jogos importantes", disse o técnico Dorival Júnior, em entrevista ao LANCE!.

A Dorival não é necessário nenhum tipo de convencimento. Único treinador a levar o Santos à final da Copa do Brasil por duas vezes (2010 e 2015, sendo campeão na primeira), é no mata-mata que ele busca retomar a melhor forma do Santos.

Com um elenco reforçado, o Santos ainda não encontrou seu melhor futebol no ano e busca o nível de apresentações como as da temporada passada, que levaram o time à segunda colocação no Brasileirão e, consequentemente, à Libertadores.

"Eu acho que a equipe está resgatando a confiança de poder jogar. Espero que encontremos um caminho o mais rápido possível. Mantendo uma boa regularidade, buscar nessa competição uma arrancada para vivermos um momento melhor. É tudo o que nós queremos. Às vezes a gente não entende o que acontece entre uma partida e outra. Alguns resultados que não acontecem, mas nos fim você tem que continuar mantendo o trabalho, melhorando e qualificando a condição de cada um e fazendo com que as coisas voltem a acontecer de forma mais clara e natural. Passamos um momento complicado e espero que façamos dessa recuperação uma base e em cima dessa base, que possamos desenvolver nossas condições dentro de uma naturalidade maior", pontua.

Para Dorival, uma das maiores dificuldades do time em relação ao ano passado está no próprio sucesso. Explica-se: desde a arrancada em 2015, a comissão técnica do Peixe entende que o estilo de jogo está mais visado e, principalmente, mais estudado pelos analistas de desempenho do país.

"Acho que teremos situações e situações. Não tem como definir, vai depender da característica do seu adversário. Nem sempre dá para encaixar o seu jogo com determinado rival. Isso acontece, por exemplo, nas finais das competições, uma ou outra equipe não encaixa em relação ao seu adversário. É interessante. Por isso nem sempre você consegue transformar o que você imagina e fazer com que aquilo seja uma sequência. Nós já tivemos muitos momentos em que isso aconteceu e foram situações em que a equipe se encontrava muito bem, vivia um grande momento, e os adversários percebiam isso, naturalmente eles se retraíam para marcar o Santos. Hoje já é diferente, hoje o Santos é muito mais estudado do que há um ano. Com isso, as dificuldades se tornam maiores. Por isso encontraremos muitos problemas pela frente, mas cabe a nós solucionarmos em campo, melhorar e buscar dentro da criatividade do grupo uma condição e situação que nos favoreça em algum momento", disse.

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