Palmeirenses detonam emboscada do Peñarol e detalham briga após jogo

Após a vitória de virada por 3 a 2 do Palmeiras sobre o Peñarol, jogadores dos dois times se envolveram em uma confusão ainda no gramado do Estádio Campeón del Siglo, em Montevidéu (URU). Atletas da equipe uruguaia foram para cima de Felipe Melo, que acertou socos em Matías Mier e foi encurralado, mas conseguiu ir para o vestiário sem ser agredido. Por outro lado, Fernando Prass e Willian saíram de campo com machucados no rosto. Os palmeirenses reclamaram de uma emboscada, já que os portões foram fechados para que eles não conseguissem ir para o vestiário.

- Eu pensei em proteger o Felipe Melo, porque era alvo deles. A nossa ideia era ir para o canto em que estava a nossa torcida, para pelo menos proteger as costas e ficar de frente para eles. Teve até um jornalista que estava com um tripé agredindo a gente. Esperávamos sair da confusão, mas fecharam o portão, não deixaram os seguranças entrarem. Foi tudo orquestrado - relatou o goleiro Fernando Prass.

- Só não ficou pior pela nossa postura. A gente se defendeu, óbvio. Você não vai ficar parado, você se defende. Alguns policiais estavam ali no meio, mas na minha opinião poucos para uma partida dessa e para um lugar que já tem histórico de confusões - acrescentou o goleiro, que também ironizou Nantez, capitão do Peñarol que o agrediu em uma "covardia", e disse que seria o "cúmulo do absurdo da inversão de valores" uma punição a Felipe Melo.

Não foram apenas os jogadores que detalharam a confusão. O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, e o diretor de futebol Alexandre Mattos também falaram em "emboscada" do Peñarol. Os dirigentes ainda cobraram uma atitude da Conmebol.

- Esperamos que a Conmebol tome providências. O Palmeiras veio jogar futebol. Jogamos futebol e ganhamos o jogo. Se o Palmeiras não traz 20 seguranças, teríamos uma tragédia aqui hoje. Os portões foram fechados. Agora o presidente o Peñarol conversou comigo, o pessoal da Conmebol, que os portões foram fechados por questão de segurança. Os jogadores iam morre lá dentro, virou campo de guerra! Esperamos que a Conmebol seja mais rigorosa, que tenha policiamento - condenou Maurício Galiotte, que teve o coro reforçado pelo diretor de futebol Alexandre Mattos.

- Tem que acabar com essa história que Libertadores é isso. É um campeonato profissional, que paga muito. O que foi feito aqui foi uma tocaia. Sabíamos disso, por isso trouxemos 20 seguranças. Fica aqui até o agradecimento à equipe. Sei que vão mostrar o Felipe se defendendo, mas se ele não se protege virando a mão ali ia acontecer uma tragédia. Eles acharam que era MMA e virou essa palhaçada. Esse presidente da Conmebol parece ser um cara muito sério, e a gente pede para ele acabar esse tipo de situação. Falei para os jogadores: "acabou o jogo, se estiver ganhando, sai logo". Mas o portão estava fechado - disse Mattos.

Além da briga em campo, também houve confusão na arquibancada. Torcedores do Peñarol tentaram invadir o espaço destinado aos palmeirenses, que conseguiram segurar o portão. Funcionários de segurança apenas assistiam ao tumulto, e o policiamento demorou muito a chegar.

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